Selinho

Selinho

15 de julho de 2012

A presença de uma ausência


Ontem fui ao aniversário de quinze anos da irmã da minha norinha Alexandra e me emocionei muito com a retrospectiva que fizeram dos melhores momentos da vida da família. Até aí nada de muito novo, choro mesmo por qualquer coisa, mas o que mais me tocou foi a homenagem feita ao pai da aniversariante que morreu quando ela tinha apenas dois aninhos. Pois é passados treze anos, nada substituiu a falta dessa presença, na verdade eu penso que quando perdemos alguém ficamos com esse sentimento que eu chamo de "presença da ausência"...
A ausência de pessoas queridas é muito mais sentida quando nos reunimos com todos aqueles que nos são significativos, com alguma sorte você terá poucas ausências, mas quando o vazio é deveras numeroso, ou quando é deveras significativo, sinto que o sentimento é aliviado pelas boas lembranças que esta pessoa ausente nos deixou.
As lembranças servem para que a gente não esqueça e quando não nos esquecemos as pessoas continuam vivas junto de nós.
O sentimento de saudade não é nada gostoso, de fato dói muito sentir a falta de alguém que amamos muito, mas pior seria a falta da saudade, a indiferença com a partida ou até mesmo o alívio que alguns podem dar às  pessoas com o seu desaparecimento.
De que vale viver a vida?
Vale por aquilo que deixamos, pelo amor que espalhamos, pelas pessoas com as quais nos deram o grande privilégio de dividir conosco a sua história.
Quem muito vive tem muito do que se lembrar e muito para ser lembrado.
Um dia seremos essa simples "presença na ausência", seremos só lembrança...
Tomara que sejamos lembrados!