Selinho

Selinho

28 de janeiro de 2012

Sobre as renúncias....


Ontem eu assisti ao filme "Os descendentes", com o ótimo George Clooney. O filme é um drama que nos faz pensar sobre as escolhas que fazemos ao longo da vida e daquelas que temos que fazer no final de uma vida. Às vezes é preciso escolher também por aqueles que amamos.
O filme é uma história linda sobre escolhas, ética, principalmente sobre ética e amor, principalmente sobre escolhas.
Um pouco da trama: o  personagem de George Clooney descobre que foi traído por sua esposa que agora encontra-se em um coma irreversível, portanto não há o que fazer, não tem como pedir explicações.  Então ele escolhe não se deixar levar por um sentimento revanchista, ele escolhe ser fiel ao seu amor, inclusive indo atrás do amante para que esse possa se despedir da esposa. É fato que ele não é nenhum santinho, o personagem se dá conta que de certa forma também era responsável por aquele caso da esposa. Não vou contar o que acontece para não perder a graça de quem ainda não assistiu, mas vou relatar a cena mais linda do filme: o personagem de George Clooney precisa se despedir da sua infiel esposa, e este é um momento cheio de puro amor, ou de um "amor puro", chega próximo dela, e beija-lhe a boca semi-morta, apenas um sopro de vida a mantém neste mundo e então ele se despede revelando-lhe todo o seu amor, nada de cobranças, nada de julgamentos... Apenas amor e que amor!
Acho que a vida  pode ser simples assim, mas a graça ou a desgraça dela está nas complicações que inevitavelmente todos passam ou buscam.
A morte nos devolve a simplicidade inicial, de fato todos nós vamos um dia morrer e não tem nada mais simples que isso. Não vale a pena se apegar demasiadamente à pessoas, fatos e coisas. Só poderemos levar a nossa memória, aquilo que vivemos e pelo qual lutamos: a nossa essência.
Sai do cinema muito impactada com a história. É uma ficção eu sei, mas ficção de uma coisa real. Não há nada mais real do que escolhas atrapalhadas. Em uma escolha não pensada, as consequências não são medidas e os estragos também não. Para cada escolha uma renúncia, já diz um sábio ditado.
Simples? Claro que não, renunciar é muito difícil, às vezes se quer tudo junto ao mesmo tempo e misturado.
Queremos um amor para vida inteira, porém somos fãs da novidade.
Queremos trabalho e um bom dinheiro no bolso, porém queremos vida em família, tempo para o lazer, etc,etc...
Queremos perdoar, mas é muito difícil renunciar ao orgulho.
E por aí vai uma lista infindável ...Pensar sobre ela é preciso, encontrar um equilíbrio também.
É preciso escolher, não há jeito, não dá para passar a vida inteira esperando a decisão de outros.
Não dá para esquecer: para cada escolha uma renúncia...

14 de janeiro de 2012

Adaptar-se ou rebelar-se?


Sobrevive quem melhor se adapta, já dizia Charles Darwin, eu penso que sobrevive quem se adapta as circunstâncias da vida sem ficar de vítima das mesmas.
Alguns fatos só necessitam de acolhimento.
Nosso desejo de controle é o que existe de mais perigoso e enlouquecedor.
Não controlamos nosso relógio biológico, que não para de girar, não seremos jovens para sempre, nem adultos... Seremos velhos, e que benção é ser velho, uma vez que teremos tido uma vida inteirinha para lembrar.
Também diante da morte há outra saída que não seja a aceitação? Todo o nosso pensamento positivo e a nossa fé se limitam quando nos deparamos com a morte.
Na vida não controlamos nada a nossa volta. Tudo é graça, tudo é benção. Esperar pelas borboletas: sim! Mas elas só chegarão em um jardim florido.
A única tecla de controle que possuímos é a da nossa própria existência ( e olhe lá), não alcançamos o outro, nem modificamos os fatos, certas coisas por mais que nos desagradem não temos o poder de mudar. Podemos sim modificarmos a nós mesmos e aceitar o que nos chega com tranquilidade e fé, inclusive a nossa própria história. Isso não significa que devemos nos acomodar em situações medíocres,  definitivamente não!!! Temos vontade, desejo e estes devem nos mover em direção ao nosso auto cuidado, não devemos ficar em relacionamentos e projetos que nos torturam, isso seria masoquismo e conscientemente acho eu que ninguém gosta de sofrer.
Equilíbrio é a palavra chave: um pouco de protagonismo aliado a um pouco de adaptação daquilo que não nos cabe controlar, tem chance de nos trazer paz de espírito, muito amor e muita felicidade. Acho que a melhor definição deste equilíbrio seria: aprender a fazer do limão uma limonada.
Será?
Estou pensando também...

2 de janeiro de 2012

Em 2012 muita vida para todos!!!