Selinho

Selinho

25 de agosto de 2011

A forma de se querer...


No último post falei um pouco sobre esse assunto tão controverso que é a sexualidade.
Eu me abri, expus como vivo a minha e como vejo pessoas atrapalhadas vivendo apenas o sexo pelo sexo.
Daí me lembrei de como nos limitamos nos conceitos, sexo, não é de forma alguma somente uma relação sexual. Gosto mais de falar no conceito de sexualidade que envolve toda a forma de uma pessoa viver segundo aquilo que escolhe para si própria e tudo fica dito, no nosso jeito de vestir, na maneira em que nos comunicamos, na forma como fazemos certas escolhas. Pode acreditar está escrito na sua cara, não adianta a boca dizer outra coisa, se és bem resolvida ou bem resolvido, isso grita na sua maneira de viver. O que ocorre é que quando nos apaixonamos ficamos cegos diante dos sinais e muitas vezes podemos cair em armadilhas que se estivéssemos lúcidos jamais tombaríamos. Na minha opinião a paixão é quase um estado de loucura. Precisamos evoluir para o amor. Ora estamos muito bem resolvidas, obrigada, mas vai haver momentos de crise, como em qualquer outro aspecto dessa nossa vida "multi" tudo.
Não demorou muito para eu pensar em um casal amigo que passou por um longo período de doença e de hospitalização e a relação mais íntima que eles podiam ter era a troca de olhares, nada de ficar de mãos dadas, nem de se abraçar, a condição imunológica dele não permitia isso. Poderíamos dizer que não houve relação íntima durante esse tempo. Garanto que houve a relação mais íntima de todas, aquela comunhão de desejos, olhares e vontades. Não houve contato físico, mas houve contato de almas. Uma relação que se fortalece na dor, fica muito mais madura. Pode haver dor, mas pode haver decisão de não fazer disso um sofrimento e uma lamúria permanente. Basta ser grata por tudo, grata pelo amor que é possível viver no momento, grata pelo imenso prazer de poder se olhar e reconhecer no outro o mesmo desejo de amar.

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