Selinho

Selinho

19 de julho de 2011

Memória de cheiros



As minhas melhores lembranças, não são feitas de imagens, mas sim de cheiros.
São cheiros que às vezes me invadem e me levam para a infância, ou para a adolescência, ou para a idade em que tive os filhos.
No final de semana fui a praia na festa do Peixe em Tramandaí. Sou louca por uma tainha assada na brasa e eu e meu marido fomos dar uma passeada por lá. E foi por lá que fui até a beira do mar e senti aquele cheiro de veraneio, de infância, de tempo dedicado ao prazer, é isso que a praia representa na minha vida.
Fiquei sentada um tempo, sentido aquele cheiro, querendo trazer um pouquinho dele para Porto Alegre, um pouquinho dele para o meu dia a dia.
Com certeza eu moraria na praia, acho que sentir o cheiro do mar todos os dias seria mágico.
Cheiro de leite quente na caneca, alguém esquece?
Ou de lápis de cor novo, borracha e caderno... Ah como eu adorava o início das aulas!
Cheiro de nenê, tem coisa mais gostosa? Sabe que eu até comprei um perfume com esse cheiro de tanto que eu gosto. Lembra o cheiro dos guris quando eram bebezinhos.
Alguns cheiros a gente tenta esquecer, mas eles também entram pelo nariz sem pedir licença e nos trazem as tais lembranças menos agradáveis. Tudo bem faz parte, para reconhecer o que é bom, tenho que conhecer o que é menos satisfatório, senão a gente tende a não valorizar nada.

Um comentário:

  1. com o tempo, até os cheiros que trazem más lembranças começam a trazer boas lembranças. Felizmente temos um filtro que nos capacita a ficar só com a boa memória! Li o post e lembrei do cheiro de merendeira... ! saudade! Vanessa

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