Selinho

Selinho

26 de março de 2011

The Killers - Human



Somos humanos? Ou dançarinos?

Aniversário de Porto Alegre



A melhor cidade do mundo é a 

minha cidade!

Parabéns Porto Alegre, 239 anos de muita vida e muitas vidas...

23 de março de 2011

O perfil Câncer de Mama


Andei "viajando" por outros blogs de mulheres que como eu tiveram câncer de mama e tive uma surpresa ao me identificar com cada uma delas. A identificação não vem da doença e sim da forma como se comunicam, do estilo de vida, e da maneira de pensar.
O que vou dizer agora, não tem nada a ver com nenhum fator científico são especulações minhas a respeito do tema.
Dos blogs que eu visitei, não encontrei nenhuma mulher sozinha, ou eram casadas, ou tinham namorado, a maioria é mãe, tem algumas jovens que ainda não são, mas se Deus quiser vencerão a doença e ainda serão. Tem mais de um filho, não raro três. Referem que recebem muito amor e muito apoio de marido, filhos e amigos.
Ou seja são pessoas "populares", de muitos amigos, que fazem de tudo para todos também.
Daí já viu, né? Comecei a pensar...
Quando fiquei doente, fiquei tentando achar uma explicação. Não raras vezes ouvi que o câncer é associado a depressão. Eu mesma julgava assim, acreditava que era uma forma de "suicídio inconsciente", que por alguma razão a pessoa estava com vontade de morrer.
No meu caso fiquei até bem pouco tempo buscando o motivo dessa tal vontade inconsciente e não encontrei ela em lugar nenhum. Quero muito viver e viver bem e isso não é pecado.  Somos pressionados culturalmente  a nos sentir responsáveis até pelo câncer que temos. Com certeza há um perfil, mas pasmem, é um perfil feliz, só que precisa de ajustes.
O que motiva então o câncer? Não existe uma unica causa, são muitos os fatores que agem nas nossas vidas e que fazem nosso organismo entrar em desequilíbrio. Pessoas que vivem muito para os outros e se olham pouco, que querem ajudar todos a sua volta e ajudam efetivamente, mas que em contrapartida muitas vezes não se ajudam.
Abnegação é muito bom, mas demais adoece.  O seio tem um significado muito particular para uma mulher, pois é por ele que nutrimos a vida de nossos filhos e não raro de outros bebês que necessitam de leite materno. Eu mesma há vinte e tantos anos atrás fui ama de leite de mais dois bebês que nasceram prematuros e precisavam deste leite. Eram outros tempos não tínhamos a AIDS por aí e dar o seio era uma forma de ajuda a outras mães. Sempre tive muito leite e amamentei meus filhos até os dois anos de idade, em média, uns mais outros menos. O hábito de amamentar não se restringia somente aos meus filhos, muitas vezes eu fui literalmente uma "teta" para muitos que me cercavam. Me sentia na obrigação de ajudar, de ser suporte, de dar tudo de mim.  E eis o erro: dar tudo. No meu ponto de vista nos esvaziamos tanto que falta energia para que possamos nos manter com saúde. Não raro também apesar de todos os nossos esforços em agradar a tudo e a todos nos decepcionamos quando colocamos o primeiro limite, aquele fundamental, para que continuemos vivas, somos rechaçadas e nos sentimos em desvantagem, daí para sentar no banquinho da vítima é um pulo. E se assumirmos esse papel então poderá ser o nosso fim, porque como vítimas não nos resta fazer nada a não ser posar de incompreendidas e lá se vai a oportunidade de crescer.
No meu caso perdi o seio para parar de amamentar sem critério. Hoje escolho o que eu quero nutrir. Não me sinto mais em desvantagem, consegui, com muita terapia a perceber que o que eu fiz foi válido em um determinado momento da minha vida e agora é hora de descobrir o momento de dar um beijo em mim.
Três anos seguidos, eu ouvi a mesma frase de um padre amigo e não entendia: - Filha dá um beijo em ti.
- Hoje compreendo Padre Sallet o que o senhor queria me dizer...

21 de março de 2011

Selo Stylish Blogger Award


Recebi este selo indicada por Regina Peron do Blog Poesias, Pensamentos e Prosa.
rperon.blogspot.com
Achei muito legal essa proposta, assim sabemos que o que escrevemos tem alguma relevância para a vida das pessoas.
Obrigada Regina, agradeço a tua generosidade comigo.
Agora que recebi o selo devo repassá-lo conforme as regras e retribuir aos blogs que eu acho interessantes.
Sobre especificamente este selo conforme as regras:
-Ao receber o selo deve-se repassar para 15 outros blogs
-Indicar sua postagem para esclarecimentos (como eu fiz agora)
-Comunicar os 15 escolhidos com um comentário em seus blogs
-E incluir no seu post  7 coisas sobre você.

Sete coisas sobre mim:

1. Sou cristã, católica e amo a Deus a quem atribuo toda a minha felicidade.
2. Tenho uma devoção especial por Nossa Senhora.
3. Tenho marido e filhos que são os meus grandes amores neste mundo.
4. Gosto muito de  ler e escrever.
5.  Meus amigos são meu apoio.
6. Minha vida tem trilha sonora, ou seja para cada fase da minha vida escolho uma música especial.
7. Hoje mais do que nunca valorizo a minha vida.


Os blogs que eu aprecio:
rperon.blogspot.com
cristinapaiva.blogspot.com
cakopenteados.blogspot.com
matheussieben.blogspot.com
borboletasnojasmin.blogspot.com
osolhosdocoracao-ct.blogspot.com
alexandrealana.blogspot.com
http://lucy-natureza.blogspot.com/
matandocarpinejar.blogspot.com
marciacabrita1.blogspot.com
comfeeuvou.blogspot.com

Gente achei 11 que são o que mais gosto de ver e ler.
bjs




18 de março de 2011

A cena médica


Ontem fiz minha primeira revisão pós quimioterapia, foi um alívio descobrir que está tudo bem e que já venci mais uma batalha. Fiquei feliz em rever a minha médica, as enfermeiras, a secretária, principalmente porque sou "mui" bem recebida e isso conta muito e porque cheguei somente para uma consulta de rotina (graças a Deus , sem surpresas). Essa rotina será bem frequente na minha vida e não dá para fugir nem mesmo enjoar dela, é preciso cuidado e atenção redobrados para que o câncer não volte.
Porém até chegar a consulta de ontem percorri um caminho que eu acredito ainda é um tanto desumano, apesar de toda a evolução da medicina e de muitos processos de humanização dos atendimentos, ainda vejo estas cenas como algo angustiante.
Acho que realizei uns 10 exames, que são absolutamente necessários e faria mais uns 20 se preciso fosse. Porém ao realizar os exames vejo que o ambiente em que permanecemos a espera, o tira roupa, bota roupa, os instrumentos que invadem nosso corpo são inevitavéis porém extremamente invasivos e desagradáveis.
Daí sonho e fantasio que um dia, quem sabe, teremos um aparelho capaz de ler pela digital toda a nossa história e saúde. Porém vejo que no momento não há espaço para a  fantasia e tenho então que encarar a maratona de exames com racionalidade focando no essencial: eu preciso fazer para prevenir a reincidência da  doença.
O que poderia ser feito para minimizar o desconforto destes momentos?
Na verdade acho que é preciso investir nas pessoas, em educação, é preciso desenvolver uma cultura de "cuidadores", investir para que as pessoas sejam habilitadas a encararem o paciente com carinho e afeto que merecem neste momento ímpar das suas vidas. É preciso que os profissionais  não se surpreendam tanto, afinal o câncer é uma das doenças mais "populares" do momento; Que haja interesse, mas não pena. Não há nada pior que o olhar de pena.
Em muitos locais é assim que ocorre, em outros há muito o que ser feito. Em todos os casos é sempre possível fazer um algo a mais para minimizar o sofrimento que hoje é meu, mas amanhã não saberemos de quem será e espero sinceramente que esse não seja um sofrimento seu.


8 de março de 2011

Mulher cheia de vida


Dia 8 de março é o dia internacional da Mulher...
Hoje eu quero fazer uma homenagem para uma mulher muito especial...
Eu conheço essa mulher há muito tempo, convivo com ela diariamente, 24 horas por dia de forma ininterrupta.
E eu a admiro muito.
É verdade que às vezes nem tanto.
É uma relação do tipo: amor e ódio.
Eu tenho olhado ela nos olhos todos os dias e vejo através desse olhar muitas coisas.
Todos os dias ela me encanta, me desaponta, me surpreende. Às vezes eu não tenho idéia de como ela vai reagir e acho que isso é que faz dela uma pessoa tão especial, ela é imprevisível, por mais previsível que sejam seus atos.
É uma mulher que encara as situações de frente, que não dá as costas aos problemas e não acha um problema tê-los.
É uma mulher afetuosa, uma mulher que ama muito, uma mãe exigente, uma pessoal leal a tudo que a rodeia.
Uma mulher que briga, que tem opinião, que pede colo e exige atenção, tudo em nome do amor, mas na mesma medida com que exige se entrega às relações confiante que "tudo vale a pena se alma não é pequena"...
É uma mulher que gosta de ser inteira, que não aprecia meias verdades, meios motivos, aliás meio nada...
Por ser inteira, não gosta de nada pela metade, vive tudo completa. Não gosta dessa história de metade, é inteira em tudo. Acredita na completude do ser humano, acredita que se somos a imagem e semelhança de Deus, somos perfeitos, inteiros.
Apesar disso não se julga autosuficiente pelo contrário, ela tem a sabedoria que permite precisar dos outros e de muitos outros na sua vida. Gosta de pessoas, de muitas pessoas e de muitos jeitos de ser...
Adora uma conversa.
Adora casa cheia,
Adora muitos filhos, muitos amigos, muito tudo...
Na verdade ama o plural.
Essa intensidade já a salvou várias vezes...
E hoje eu quero dizer a ela o quanto eu a admiro pela força, pela garra, pela fé e principalmente pela coragem. A coragem de vencer seus medos e abrir mão da velha vida e apreciar uma nova, por mais doloroso que isso tenha sido e ainda o é.
Aprecio-a por ter escolhido entre 100, os cinquenta melhores motivos para continuar vivendo feliz.
Sim acredito que temos 50 motivos para sermos felizes e 50 motivos para sermos infelizes, a graça está em escolher a melhor parte.
Eu a admiro porque conseguiu passar por tudo sem "pirar muito na batatinha", enlouqueceu só o necessário para continuar sã.
Eu a amo porque ela está viva e deixando toda a vida pulsar dentro dela de forma intensa e serena...
Viva mulher, viva!

4 de março de 2011

Os Afetos



Esses dias vi um filme, muito legal, se chama: "As coincidências do amor", a frase inicial já me cativou de cara, o personagem inicia dizendo: "tudo o que precisamos na vida é de afeto." Adorei. mas pensei: que afeto? Qualquer afeto penso eu. as pessoas nos cativam quanto mais afetivas elas são, pelo menos para mim é assim. Sou uma pessoa muito afetuosa, gosto de abraços, beijos e demonstrações concretas de carinho. Eduquei meus filhos usando muitas vezes a terapia do abraço e agora os vejo adultos ou quase, com a mesma necessidade de quando eram bebês. Esses dias tive que dar um "colo" ao meu menino de 21 anos, senti que naquele momento o meu aconchego poderia aplacar um pouco o sofrimento pelo qual ele estava passando, ah as desilusões amorosas, as escolhas, como são sofridas. Um colinho sempre cai bem, não importa a idade que tenhamos, precisamos às vezes pedir colo e às vezes dar. E não é tão fácil como imaginamos, talvez com a correria cotidiana os laços de amor fiquem um pouco "frouxos" e se crie um abismo, entre os amores, seja marido e mulher, namorados, filhos com seus pais, amigos. Depois de criado o abismo é difícill retomar as demonstrações de carinho.

Por isso se tens algo a dizer, hoje é o dia, o momento é agora... Use o telefone, ou passe um e-mail, ou vá pessoalmente abraçar e dizer a quem te importa o quanto é grande o teu AMOR!!!