Selinho

Selinho

21 de dezembro de 2011

É quase Natal!



É quase Natal, você já fez sua lista de presentes?
Montou sua árvore de Natal?
Quais são os presentes que vão constar na sua árvore, como está enfeitada?
Na minha árvore coloquei muitas bolas de amor vermelhas, um amor colorido alegre, cheio de vida! 
Também busquei algumas bolas verdes responsáveis em prover a esperança, algumas azuis responsáveis em nos lembrar que o Espírito Santo deve estar presente na festa, algumas douradas, para lembrar que fantasia e magia são convidados especiais da noite, coloquei também bolas cor de rosa para abrigar os sonhos de 2012. 
Ah e os meus presentes: meu amor, minha compreensão, meu desejo de tentar fazer feliz minha família, meus amigos e todos que fizeram parte deste ano, muito especial e também muito feliz. 
Após muita tempestade me sinto renovada pela esperança do menino que vai nascer. 
Que venha Jesus, meu coração te espera!

17 de dezembro de 2011

Se isso não é amor o que mais pode ser?


Fiquei esperando a inspiração chegar para iniciar este post, pensei:
- Afinal o que eu ainda não disse do meu marido e dos meus filhos?
Já revelei neste espaço todo o meu amor pelo meu Amor.
Já fui coruja diversas vezes de meus filhotes.
O que dizer então por ocasião da festa de minhas bodas de prata que ainda não foi dito?
Penso então que tenho só que agradecer a Deus a graça de ter encontrado essa pessoa especial que junto comigo formou uma linda família. Uma família unida que se ama e se respeita. Talvez alguém pergunte:
- Foi fácil?
Então será a oportunidade para responder que:
- Naaaaaaaão! Ter uma família, não é tarefa fácil, ter um amor que pretenda ser para a vida inteira, também dá um trabalho danado.
Não é assim que de repente as coisas acontecem, para que aconteçam é preciso dedicação, um pouco de sorte e uma dose irrestrita de bom humor.
Penso que talvez o segredo mais importante de qualquer relação seja o bom humor.
Já tentaram conviver com quem não tem humor? É tarefa das mais difíceis. Para mim é tarefa impossível.
Talvez essa seja a qualidade mais especial do Marcelo, ele sempre acha graça na desgraça e isso torna a nossa vida muito mais leve. Entre outras qualidades que não convém revelar, para não valorizar o seu passe (kkkkk), penso que esta seja a mais relevante e talvez a única que eu ainda não tenha revelado.
A foto acima é do nosso noivado,  com ela,  nossos filhos fizeram um quadro enorme para nos presentear.
Ahhhn! Não contei que "casei de novo", com direito a vestido novo, novas alianças e com os filhos entrando na igreja junto conosco. Foi uma cerimônia emocionante.
Nossos filhos fizeram a animação da missa e daí teve uma hora que as lágrimas começaram a rolar pelo meu rosto e logo em seguida a pular de dentro de mim, eu não conseguia parar de chorar, mas não era um choro ruim, era um choro de gratidão, um choro de agradecimento a Deus por me permitir estar vivendo aquele momento.
Enfim foi tudo muito lindo, durante a cerimônia renovamos o sacramento, fizemos de novo promessas de amor e fidelidade, tudo para aguentar mais 25 anos, se Deus permitir.
Agora me digam:
Se isso não é amor o que mais pode ser?
Estou aprendendo também!

1 de dezembro de 2011

Orgulho de mim mesma e vontade de viver


Hoje quero partilhar este sentimento de paz interior que tenho experimentado. Ontem fiz aniversário de término da quimioterapia e passado um ano do fim de um pesadelo me sinto em paz comigo mesma.
Me sinto em paz fisicamente,Claro tenho cicatrizes, mas estas não são mais "feridas abertas", são cicatrizes e vão permanecer comigo no corpo e na alma e não tem como apagar.
Durante este tempo que vivi sob um outro estado de vida, tive muitos momentos dolorosos, momentos em que eu achava que minha vida nunca mais retornaria ao que era antes da doença.
Realmente eu tinha razão minha vida se modificou e muito, mas para melhor. eu mudei muitas coisas nela, rompi com algumas convenções, passei a me escutar mais e a viver de acordo com aquilo que me agrada. Fiz novas alianças também, renovei votos, reconstruí meu corpo, reconstruí minha alma.
Quando olho hoje a minha vida sinto orgulho de mim mesma, orgulho por não ter usado a doença para ganhar amor, este veio e continuou comigo, apesar da doença.
Sinto-me forte quando me vejo cheia de projetos pessoais e com gás para realizá-los. Hoje já prefiro ser anônima da doença, ela não mais me identifica, só em alguns momentos, já não a revelo a muitas pessoas, enfim passou. Só revelo quando vejo que a minha vida servirá de incentivo, de força para alguém que está passando por uma crise e muitas vezes não consegue enxergar a luz no fim do túnel. Pois eu digo:  a luz existe, na verdade, muita luz, um sol nos espera no fim do túnel.
Hoje meus dias são de sol, são iluminados pela minha fé, pela minha crença que venci, não tudo ainda, mas uma parte importante da minha existência.
Há em mim uma enorme vontade de viver e celebrar a vida e os meus amores. Estou em estado de celebração, em contagem regressiva às festas que se aproximam e que me enchem de alegria. Tenho pela frente as bodas de prata, o Natal, o Ano Novo e o meu Aniversário, ocasiões que buscarei celebrar com muita alegria e rodeada pelas pessoas que me são importantes. Tenho amigos da primeira e de última hora, todos fazem parte da minha história. que um dia chegará ao fim e quando isso acontecer espero poder dizer  a frase de São Paulo:
"Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé".

15 de novembro de 2011

Ressignificar


Faz algum tempo que não tenho vontade de escrever, apesar da minha vida estar mais corrida, não estou em correria porque "hoje ando devagar porque já tive pressa de chegar", parafraseando Almir Satter. Essa nova vida faz eu até me esquecer daquilo que já passei. Mas o fato é que não quero esquecer, quero lembrar para partilhar que é possível viver grandes momentos de tristeza e mesmo assim tentar não enlouquecer tanto.
Na clínica Oncotrata estou participando do grupo de pacientes, só mulheres que como eu estão ou estiveram enfrentando o câncer  e isso tem sido gratificante. Olhando as histórias de vida, umas bem tristes, outras alegres vamos nos encorajando. Nestas horas percebo que enlouqueci pouco, e isso não é mérito, não me sinto melhor nem pior que ninguém. O fato é que não tem como prever como cada um enfrentará essa aventura, só passando pela situação para saber qual será o nosso comportamento, cada um enfrenta com o que tem e como pode.
Estou neste momento me sentindo super bem, em paz com o meu corpo, já emagreci bastante: 9 kg, até agora, meu cabelo está bem bonito, meus exames ótimos, enfim minha vida voltando a ser vivida.
Em casa estou preparando a festa das minhas bodas de prata, escolhendo músicas, fotos para o telão e isso tem sido uma renovação do meu amor pelo meu marido e do dele por mim.
Na minha vida profissional estou trabalhando em uma escola e estou fazendo pós graduação em Psicopedagogia, na PUC, tem sido muito bom. Uma das disciplinas do curso propôs um trabalho bem legal: teríamos que escrever nossa história de vida até o momento em que escolhemos entrar para o curso, ou seja explicar os motivos que levaram a tomar tal decisão.
Ao me indagar porque escolhi a psicopedagogia, como um novo caminho, foi difícil responder. Porque demandou de mim uma reflexão, foi preciso me olhar e perceber o que isso afinal tem a ver comigo neste momento da minha vida? Momento este que além de reconstruções do corpo, já coloquei novamente uma prótese e estou em processo de reconstrução da mama, também estou fazendo reconstruções da minha vida, retomando rotinas de trabalho e de estudo. Na verdade tem a ver com reaprender, tem a ver com uma palavra que mexeu muito comigo nas leituras de todas as disciplinas até agora vistas: Ressignificar. Talvez seja essa a tarefa que eu preciso primeiro realizar em mim para depois ajudar outros e outras a realizarem: a ressignificação das próprias histórias.

            Atualmente no meu trabalho quando exerço o cargo de supervisora e orientadora educacional eu me deparo com um paradoxo importante e que me chama muito a atenção: eu estou lá em uma atitude de escuta, buscando dar um encaminhamento, fazer uma mediação, enfim ajudar a realizar o processo educativo da melhor forma possível; porém, em muitos casos, quando as histórias de vida são bem piores que a minha me sinto “ajudada”. Tenho apreendido muito nesta relação e penso muito nas palavras da Alícia Fernandez, quando nos diz que ora somos ensinantes, ora somos aprendentes. É isso o que tem me motivado: um desejo imenso de ensinar, aliado a um desejo imenso de aprender.

Para encerrar mais um trecho da música Tocando em Frente de Almir Satter, que é o que estou fazendo e o que estou sentindo:
Hoje me sinto mais forte,
Mais feliz, quem sabe
Só levo a certeza
De que muito pouco sei,
Ou nada sei

7 de novembro de 2011


Este salmo faz parte da minha vida há pelo menos 6 anos, lembro da primeira vez que o li, quando fui ao Santuário de Nossa Senhora do Caravaggio e desde que o li, todos os anos o coloco da minha agenda.
Curiosamente no ano de 2010 não o coloquei. Não acho que seja Deus o responsável pelas minhas mazelas, mas ao me afastar do amor dele, fico mais vulnerável e foi isso que acredito que possibilitou um ano mais difícil.
Agora que tudo passou, só posso dizer que me sinto renovada a cada dia e com a certeza que sim o salmo é verdadeiro, pois se realizou comigo.
Vim de um final de semana de retiro em casal, fomos até a casa dos Freis Carmelitas aqui na Glória e passamos um dois dias em oração, foi uma experiência maravilhosa. Divido o salmo com quem precisa da confiança na sua vida.
Confie, Deus jamais falha!
Tu que habitas sob a proteção do Altissímo,
Que moras a sombra do Onípotente,
Diz ao Senhor: "Sois meu refugío e minha cidadela,
     meu Deus em quem eu confio".
É ele que te livrará do laço do caçador e da peste perniciosa.
Ele te cobrirá com suas plumas,
   sob suas asas encontrarás refugio,
Sua fidelidade te será um escudo de proteção.
Tu não temerás os terrores noturnos,
   nem a flecha que voa a luz do dia
nem a peste que se propaga nas trevas,
   nem o mal que graça ao meio dia.
Caiam mil homens à tua esquerda e dez mil à tua direita:
   tu não serás atingido.
Porém verás com teus própios olhos, contemplarás os castigo dos pecadores,
por que o Senhor é teu refúgio,
   Escolheste por asilo o Altissímo.
Nenhum mal te atingirá, nenhum flagelo chegará à tua tenda, 
por que aos seus anjos ele mandou,
   que te guardem em todos os teus caminhos.
Eles te sustentarão em suas mãos,
    para que não tropeces em alguma pedra.
Sobre sepernte e víbrora andarás,
    calcarás aos pés o leão e o dragão.
"Pois que se uniu a mim, eu o livrarei,
    e o protegerei, pois conhece o meu nome.
Quando me invocar eu o atenderei; na tribulação estarei com ele.
     Hei de livrá-lo e o cobrirei de glória.
Será favorecido de longos dias, 
     e eu lhe mostrarei a minha salvação. 

2 de novembro de 2011

Sobre estrelas


Hoje é dia de lembrar quem não está mais conosco, pelo menos no plano material.
No meu caso são muitos os que eu já vi partir e isso dá uma saudade danada.
Na maioria das vezes pude me despedir dizer o quanto eu amava aquela pessoa e isso ajuda um pouco a enfrentar a falta desse pessoa na vida, lembramos das coisas boas, damos umas risadas e o que fica é o cheiro, a lembrança dos abraços, dos beijos e das palavras carinhosas e do olhar de despedida. Quem já se despediu de alguém que estava com câncer e sabia que ia morrer nunca mais esquece esse olhar de: "eu estou entendendo"...
Mas é fato também que alguns que partiram eu não esperava, eu ainda não tinha ideia sobre o que era enfim, isso que chamamos de morte, foram aquelas pessoas da minha família que morreram quando eu era ainda uma adolescente, foi meu padrinho que aos 38 anos resolveu que a vida não valia mais a pena ser vivida e se suicidou, uma pessoa que fez parte de toda a minha infância e da qual lembro coisas muito boas e não entendo como ele pode fazer isso até hoje. Foi meu avô que saiu para ver uma dor no peito e morreu no hospital de infarte aos 70 anos, foi o meu colega de trabalho que "atingido" por um aneurisma morreu de uma hora para outra e não deu tempo de dizer, olha você é um cara legal, entre tantos que enfim fazem parte de um curto espaço de tempo na minha história.
Na minha família de origem, a lei natural anda invertida há tempos. Gostaríamos de enterrar os mais velhos, mas conosco já enterramos quem ainda tinha muito o que viver e isso não é fácil de elaborar, requer um esforço, uma fé em algo que não pudemos ver e uma esperança inabalável. eu acho que é isso que sustenta no meu caso as minhas perdas sou possuidora destes três aspectos citados e isso me mantém de pé, com saudade sim, mas com muita esperança de um dia encontrá-los em outra dimensão.
Enterrar minha irmã e meu sobrinho, não foi nada fácil para mim, imagina para meus pais que enterraram a primeira filha e o primeiro neto em um espaço de 5 anos de intervalo entre uma e outra perda.
Tanto minha irmã, como meu sobrinho tinham filhos pequenos, tinham uma tarefa inacabada, difícil explicar às crianças que eles viraram estrelas, difícil para nós entendermos o porque de terem virado estrelas.
O que é fato é que vivemos como se fossemos imortais, alguns lidam melhor com a finitude humana, outros nem entenderam que ela existe.
Eu que já me deparei com ela de cara, penso e vivo cada momento como se fosse o último, digo o que tenho que dizer e tento a cada dia decidir: sou feliz agora.
Se eu consigo?
Muitas vezes sim, muitas vezes não, mas nem por isso vou parar de tentar.Decidir é metade do caminho.
Assim como não desisto de pensar em quem já se foi; não para viver no passado, mas para valorizar cada um que ajuda e ajudou a fazer a minha história, o fato de não estarem mais comigo é apenas um detalhe, há tantos que não morreram, mas que de fato não fazem mais parte da minha história de vida, por escolha minha ou deles.
Vai minha prece especial para: Tio Beto, vô Dirceu, Vó Leda, tio Ivan, minha madrinha Heloisa, Gisele, Nono, Karina, Alexandre, Vó Aracy...
Esqueci alguém? Provavelmente mas espero que todos estejam na Paz do Senhor Jesus, brilhando como estrelas no céu!

14 de outubro de 2011

Infância


Sobre o ser criança...
Como criança que fui e jamais deixarei de ser (tudo o que vivi na infância está dentro de mim)  é gostoso lembrar de muitas coisas da minha vida. Das coisas que gosto de lembrar: a primeira bicicleta, verde da marca Caloi com guidão alto, das minhas bonecas Susi, das brincadeiras embaixo da árvore na casa das minhas amigas. Lá montávamos uma casa para as nossas Susis.Além das Susis também haviam as bonecas de papel, eu fazia coleção e como eu adorava isso. Assim como adoro lembrar os primeiros dias de aula, o cheiro da borracha, do livro novo. Isso tudo ainda está dentro de mim e quando eu por exemplo entro em uma livraria, lá vem os cheiros e os sentimentos da infância ...
Também tem o cheiro do leite quente na caneca de alumínio, cheiro que eu senti pela primeira vez quando fui visitar o Colégio Inácio Montanha, para cursar lá a segunda série. Cheiro inesquecível de escola grande, também jamais esqueci deste cheiro.
Cheiro de criança, é cheiro bom gostoso, de suor de brincadeira.
Agora que voltei ao trabalho e estou novamente no convívio dos pequenos, revivo em cada um  a criança que um dia fui, desejo muito ajudá-los a viver esse tempo de fantasia, esse tempo contraditório, que tem muita coisa boa, mas que é deveras difícil de entender, pois as angústias são muitas e precisamos de adultos que não tenham deixado a sua criança sufocada para ajudá-los neste processo que se chama crescimento.
Crescer não é fácil, muitas vezes dói, na maioria eu diria. Nas brincadeiras a realidade dá lugar a uma fantasia, essa fantasia nos faz capaz momentaneamente de suportar o sofrimento daquilo que é real.
Quando eu brincava no meu faz de conta, minhas bonecas não adoeciam, ninguém da minha família morria, enfim, na brincadeira é o lugar onde podemos ser felizes para sempre. Essa esperança é necessária na vida adulta para lidarmos com as desventuras que inevitavelmente ocorrerão.
E isso continua na nossa vida adulta, precisamos retomar outros brinquedos, buscar outras fontes de prazer e de viver um pouco de fantasia. Não para virarmos esquizofrênicos mas para não virá-los, porque tem muito que pode nos enlouquecer.
Quando somos criança dói encontrar um lugar no grupo. Ainda hoje como adultos é preciso encontrar um lugar, pertencer a algo e isso não é tarefa fácil. Eu conheço pessoas que se sentem "peixes fora da água", talvez se tivessem tido a experiência de terem sido ajudadas na infância...
Talvez fosse mais fácil...
Quando somos criança dói quando nos ridicularizam e isso dói muito, que as crianças não saibam o quanto dói ser xingada, tudo bem cabe a nós ensiná-las, mas quando é um adulto que ridiculariza, eu logo desconfio, das suas frustrações e desejo de vingar a criança que outrora foi.
Quando criança amamos os professores ou podemos também odiá-los, porém precisamos amá-los e muito.
Os professores também precisam desse amor, um amor que lhes ajuda a seguir em frente em meio a tantos desafios que hoje nosso sistema educacional nos impõe.
Então neste próximo dia dos professores o meu desejo, do fundo do coração, é que hajam muitos professores de bem com a sua infância, só assim poderemos ajudar esses pequenos a serem  felizes hoje e no futuro.
Cabe a nós uma parte das lembranças de uma infância feliz.
PS: Celebramos o dia da criança e o dia do professor no mesmo mês, por que será?

12 de outubro de 2011

Procurando Nemo e encontrando ajuda


Hoje assisti Procurando Nemo, um desenho animado, muito bom e para lá de especial.
Afinal no dia das crianças é bom deixar a nossa criança feliz, aquela que está sempre conosco, a nossa criança interna.
A maioria já deve ter assistido, mas a história é emocionante o filho que se perde do pai e vive uma grande aventura. O pai que sai a procura do filho e vive também uma grande aventura. É um desenho infantil, mas cheio de mensagens para nós adultos que achamos que a vida é precisa e que podemos sempre navegar por águas tranquilas.
Na verdade não é assim, a vida é cheia de inesperados e lidar com eles não é tarefa fácil, Nemo e o pai que o digam...
E eu me pergunto: o que faz um reencontrar o outro e suportar a ausência temporária e o afastamento?
Aí vejo que ao longo do filme, diversos personagens vão surgindo para estabelecer com eles relações de ajuda que farão com que eles consigam alcançar seus objetivos.
Na vida também é assim, em situações adversas a nossa vontade vamos encontrando pessoas pelo caminho que nos ajudam a vencer os medos e continuar a aventura, por mais difícil que ela seja.
A personagem Dory totalmente atrapalhada, mas também totalmente afetiva é minha favorita no quesito "ajuda", ela uma peixinha que esquece facilmente tudo, sabe desta dificuldade, mas não desisti de ajudar, mesmo dispondo de poucos recursos para fazê-lo, assume a tarefa de ajudar em uma missão quase impossível.
E agora cheguei no ponto que eu queria partilhar desde o início, na cena quase final onde o pai se reencontra com o filho, Dory é apanhada por uma rede de pescadores junto com vários outros peixes, e o que acontece então? Seria o fim para ela e Nemo resolveu ajudar de uma maneira totalmente corajosa mas eficaz, fazendo o grupo de peixes se unir e lutar por um mesmo objetivo, nadar para baixo e arrebentar a rede. O pai relutante pede que ele não faça, pois é quase impossível conseguir  e Nemo então responde:
- Pai eu sei que consigo.
Isso se chama fé! tudo conspira contra mas há uma força que não explicamos de onde vem que nos diz que somos capazes de fazer a tarefa.
Porém a fé sozinha não resolve tudo é preciso ação, e então ele começa a incentivar os peixes a nadarem para baixo e conseguem arrebentar a rede.
Esse desenho me fez pensar muito nas coisas da vida e de quantas vezes escutamos que uma determinada coisa é impossível, ou quando às vezes achamos que não iremos conseguir.
Tem uma música do Charlie Brown Jr, que diz o seguinte:
"PARA QUEM TEM PENSAMENTO FORTE O IMPOSSÍVEL É SÓ QUESTÃO DE OPINIÃO E DISSO OS LOUCOS SABEM,  SÓ OS LOUCOS SABEM..."
Com ela encerro este post.

29 de setembro de 2011

FELIZ POR TUDO!!!


Esse blog iniciou e progrediu relatando um momento de crise na minha vida, hoje é com alegria que posto e registro os últimos acontecimentos da minha vida que foram de muita alegria. Como eu já disse por aqui, foram momentos mais alegres e claro felizes, porém sempre me dispus apesar dos revezes que me foram apresentados continuar sendo feliz por nada.
Acabei de ler o livro da minha querida Martha Medeiros, onde o título é "FELIZ POR NADA", e recomendo muito. As crônicas publicadas, ora nos emocionam, ora nos fazem gargalhar. O que é defendido nas mesmas é isso: A felicidade é um estado de espírito, uma decisão de olhar para vida e continuar se encantando pela beleza do trivial, do simples e também do inusitado.
Não existem receitas para ser feliz, cada pessoa deve achar aquilo que vai mais de encontro com suas vontades. Porém sabemos se ainda estamos vivos e felizes, quando nos pegamos emocionados escutando uma música, vendo uma borboleta a voar, ou mesmo ouvindo o canto dos pássaros, ou quando vemos os nossos filhos sendo felizes pelas suas conquistas, ou mesmo quando vemos que enfim eles também são felizes por nada.
Hoje é um dia de "ser feliz por tudo", e vou explicar:
Meu filho Raphael se formou no inicio do mês, após 5 anos de curso, feitos a noite, porque durante o dia ele trabalhava.
Meu filho Fellipe coordenou um encontro de jovens e cumpriu de certa forma a missão do apelido que tinha quando pequeno: profeta. Pois é, meu pai sempre o chamou de profeta, pelo seu temperamento calmo e reflexivo.
Meu filho Gustavo está levando a ideia de ser médico bastante a sério, em uma dedicação aos estudos que me fascina e me encanta, apesar de seus 15 anos.
Meu marido Marcelo, está feliz como líder de uma equipe de vendas, sinto o brilho no seu olhar a cada conquista sua e de seus "pupilos".
E eu estou novamente no mercado de trabalho, exercendo uma função que eu adoro e voltei a universidade para um curso de pós graduação em psicopedagogia.
A alegria vem da certeza de que tudo concorrem para o bem daqueles que amam a Deus.
Sou feliz por tudo e por nada!

3 de setembro de 2011

"Quero ficar no teu corpo feito tatuagem, que é para te dar coragem.."


" Quero ficar no teu corpo feito tatuagem,
que é para te dar coragem,
para seguir viagem,
quando a noite vem..." Chico Buarque

Já faz uns dois meses que fiz uma tatuagem no meu pescoço.
Resolvi marcar deliberadamente meu corpo, foi uma iniciativa livre...
Ficou uma lindo desenho, uma borboleta, como eu já havia decidido desde o início da minha aventura.
Quando fiz me senti vitoriosa, corajosa e daí hoje achei esse verso de Chico Buarque que tem tudo a ver com os meus sentimentos do momento.
Historicamente há possibilidade das primeiras tatuagens existirem há milhares de anos. Dei uma pesquisada e verifiquei, que não há ainda uma única razão para marcar o corpo, mas diversos motivos ao longo dos anos foram sendo criados para justificar a prática.
Eu sempre achei que era coisa de bandido, de rebelde com ou sem causa e eu tinha muito preconceito, sempre fui muito contra tatuagens, piercings e outras coisitas mais, mas não há nada melhor na vida do que ser livre para mudar de ideia, basta que tenhamos um bom motivo e bom aqui, não é nenhuma tragédia, pelo contrário, fiz a tatoo para celebrar a vida, a mudança, a alegria.
Ainda hoje quando olho para algumas tatuagens ainda acho um tanto exageradas, mas a minha está maravilhosa, sem nenhuma falsa modéstia.
Me sinto jovem, renascida e para mim a borboleta tem o poder de representar essa metamorfose permanente da vida. "NADA É PERMANENTE EXCETO A MUDANÇA", não sei bem quem disse isso, mas estava com toda a razão e ainda está.
Fiz para continuar tendo coragem, para não esquecer que nada é para sempre, que tudo muda e muda o tempo todo. Portanto nada de deixar para depois o que eu posso fazer agora.
Fiz porque venci a guerra, e celebro a vitória da batalha, fiz porque outras guerras virão, sejam do tipo que for, mas quando olhar para a borboleta vou pensar, já venci uma vez, venço de novo!
Como diz Clarice Lispector: "Mude, mas comece devagar, porque a direção é mais importante que a velocidade."
Mude por vontade própria, porque querendo ou não a mudança virá.
Com fé tudo se vence, e até aquilo que julgamos que foi  uma mudança para pior pode se revelar uma benção, não resista, se entregue e viva como se esse momento fosse único.

29 de agosto de 2011

Caminhada das vitoriosas


No dia 21 de agosto passado participei finalmente da caminhada das vitoriosas. Quem não sabe o que é isso vou explicar: trata-se de um evento organizado pelo IMAMA, instituição que se preocupa com o tratamento e prevenção do câncer de mama.A caminhada tem como objetivo demonstrar que quando descoberto a tempo o câncer de mama é curável. O sentimento de participar é indescritível, pois encontrei diversas situações que mexeram muito comigo, a gente revive um pouco o que passou, verificando os cabelos, as fisionomias de quem está ainda em tratamento. Mas a alegria é muito grande, vitória é uma palavra que representa muito bem o que queremos, vitória sobre o câncer, vitória para continuar vivendo, amando sentindo.
A morte sabemos um dia chegará, mas não precisa ser agora, agora acho que ela vai me dar um tempinho, assim espero. Na verdade, o que me consola é que não sabemos, somos totalmente ignorantes a este fato e esse talvez seja o desespero mais íntimo que todos compartilhamos. Não importa de que, nem quando, mas um dia ela - a morte-  vai bater na porta e todas as nossas ilusões de imortalidade irão por água abaixo.
É por isso que ninguém que tenha encontrado-a de frente continua sendo a mesma pessoa, duvido que isso aconteça.Não é que de uma hora para outra um Osama Bin Laden virará uma Madre Teresa de Calcutá, quando há falha no caráter, nem mesmo a morte tem o poder de modificar, porque psicopatas não a temem.
Eu como uma gente muito comum que sou, continua respeitando-a e quero sinceramente que ela me "erre".
Quero caminhar pela vitória, caminhar pela vida, caminhar pelas estradas, ainda por muitos e muitos anos.
A vida continua cor de rosa, olha só que ironia é a cor do IMAMA, e não tem cor que eu ame mais do que um cor de rosa choque.

25 de agosto de 2011

A forma de se querer...


No último post falei um pouco sobre esse assunto tão controverso que é a sexualidade.
Eu me abri, expus como vivo a minha e como vejo pessoas atrapalhadas vivendo apenas o sexo pelo sexo.
Daí me lembrei de como nos limitamos nos conceitos, sexo, não é de forma alguma somente uma relação sexual. Gosto mais de falar no conceito de sexualidade que envolve toda a forma de uma pessoa viver segundo aquilo que escolhe para si própria e tudo fica dito, no nosso jeito de vestir, na maneira em que nos comunicamos, na forma como fazemos certas escolhas. Pode acreditar está escrito na sua cara, não adianta a boca dizer outra coisa, se és bem resolvida ou bem resolvido, isso grita na sua maneira de viver. O que ocorre é que quando nos apaixonamos ficamos cegos diante dos sinais e muitas vezes podemos cair em armadilhas que se estivéssemos lúcidos jamais tombaríamos. Na minha opinião a paixão é quase um estado de loucura. Precisamos evoluir para o amor. Ora estamos muito bem resolvidas, obrigada, mas vai haver momentos de crise, como em qualquer outro aspecto dessa nossa vida "multi" tudo.
Não demorou muito para eu pensar em um casal amigo que passou por um longo período de doença e de hospitalização e a relação mais íntima que eles podiam ter era a troca de olhares, nada de ficar de mãos dadas, nem de se abraçar, a condição imunológica dele não permitia isso. Poderíamos dizer que não houve relação íntima durante esse tempo. Garanto que houve a relação mais íntima de todas, aquela comunhão de desejos, olhares e vontades. Não houve contato físico, mas houve contato de almas. Uma relação que se fortalece na dor, fica muito mais madura. Pode haver dor, mas pode haver decisão de não fazer disso um sofrimento e uma lamúria permanente. Basta ser grata por tudo, grata pelo amor que é possível viver no momento, grata pelo imenso prazer de poder se olhar e reconhecer no outro o mesmo desejo de amar.

23 de agosto de 2011

"Não te quero senão porque te quero". Pablo Neruda



Fiquei pensando se escreveria um post sobre esse assunto tão polêmico, mas após refletir um pouco acho que é necessário sim falar sobre isso.
A maioria das pessoas vive uma sexualidade em nada saudável, a busca da perfeição nas relações e nos corpos, na minha opinião já virou uma neurose coletiva.
Vivemos em um mundo onde o culto ao corpo perfeito, idealizado, é sonhado por muitos e muitas. Como sabemos que todos nós somos diferentes e singulares e o padrão de beleza é único, não tem como não haver frustração, independente do momento de vida em que se vive. Imaginem agora viver a sexualidade sem um pedaço importante no corpo de uma mulher, viver a relação sexual sem um seio. Não há nada mais feminino que um seio.
Atualmente o sexo é o assunto do momento, cada revista feminina promete uma nova técnica de como “segurar” o seu homem pela cama. O fato é que há muita discussão sobre o assunto, muita informação, muita gente transando “adoidado” e também muita gente se sentindo vazia, após cada nova transa,  Historicamente não dá para negar que a  revolução sexual foi super importante para que principalmente as mulheres tivessem o direito de sentir prazer sem culpa.O prazer é válido, é necessário, é pulsão de vida.
Porém há muitas formas de viver o sexo e acreditem a doença no meu caso não interferiu na maneira como eu sempre vivi minha sexualidade. Meu conceito deste assunto é muito simples, se eu quero, e o meu amor me quer, vai haver encontro, entrega, paixão, pois para mim essa é uma das maiores expressões de amor. Já ouvi amigas dizerem: “- Dizer eu te amo na hora da cama é muito fácil.” Eu digo o contrário, não há para mim momento mais lindo de se ouvir um “eu te amo’. Sexo para mim, não é só físico, é um encontro de almas, é um momento onde tudo o que importa está ali, naquela sensação de transcedência e olha que não sou adepta ao sexo tântrico...  Do físico, eu amo o toque, o olhar, o beijo e a espontaneidade do momento.
Como há de tudo nesta vida, logo que me operei, e retirei a mama, ouvi a seguinte observação: “- A Lu vai ter que dar um jeito, senão o Marcelo não vai aguentar ficar sem transar.” E eu digo que nunca fiz nada obrigada e nem com medo de perder o meu amor, porque se ele não entendesse isso, seria uma pessoa que não valeria a pena estar ao meu lado. Eu confesso que em muitos momentos foi impossível a relação sexual, principalmente após a quimioterapia, mas havia abraço, beijo, dormir agarradinho, coisas igualmente muito importantes e indispensáveis.
Muitas vezes admito que eu ficava constrangida, transei quase sempre de sutiã e de peruca, mas às vezes fiz amor sem me “travestir” e foi muito bom.
Lembro de uma consulta onde o Marcelo disse a oncologista que a nossa vida sexual estava igual, e ele falou com um certo orgulho, orgulho do nosso amor, da nossa cumplicidade da nossa entrega, isso sim não pode faltar em uma relação.
Sexo é muito bom, mas como tudo na vida tem que ser vivido de forma saudável, se é da vontade dos dois não há porque não acontecer, agora se um não quer o respeito deve ser levado em conta. Quem não quer nunca precisa de ajuda, às vezes de um terapeuta, ou de uma amiga, ou mesmo de um médico. Uma boa conversa com o parceiro também é importante, porque às vezes ele pode estar contrangido em buscar a parceira na relação. Falar sempre é o melhor remédio, porque se houver amor tudo pode ser resolvido.

16 de agosto de 2011

Diga Sim!


Muito engraçado o que um amigo meu disse sobre as minhas atitudes atuais, eu estou pior que arroz de festa, não perco nada.

Se o convite é para comer um peixe, sim, irei.
Vamos cozinhar para algumas pessoas, sim pode contar comigo.
Se é para caminhar, sim.
Se é para ir dançar, sim
Se é para tomar um "espumantezinho", sim.
Vamos tomar um chimarrão? Lógico.
Vamos ir no show do Rick Martin, não vou perder por nada!
Vamos sair para dançar, sendo já meia noite e meia, já fui...
Vamos fazer uma tatuagem, já fiz, quem sabe outras ...
Quem sabe andar a cavalo, tô dentro, só preciso reforçar um pouco mais a musculatura dos braços.
Descobri que o tempo é curto, e é perda de tempo ficar em casa sem aproveitar.
Vamos para a academia, sim, vamos. Eu tenho ido, minha meta é ser viciada em endorfina e vou conseguir.
Hoje enquanto fazia musculação, pensava que essa é a nova missão, ficar com um ótimo condicionamento físico, e como já disse que amo o capitão Nascimento, penso no que ele disse:  Missão dada é missão cumprida!!!
O sim também nos lembra da liberdade de escolha, que coisa boa quando se pode escolher, sabemos que a liberdade muitas vezes é relativa, mas há uma sensação de muito liberdade quando fazemos escolhas conscientes.
Do ponto de vista espiritual, estou vivendo o sim que inspira a minha invocação preferida de Nossa Senhora: Nossa Senhora do Sim, pois ela como nenhuma outra pessoa deste mundo, disse sim a vida, a vida de todos nós, por este sim conhecemos a salvação que veio do seu filho Jesus.
Um sim que me lembra também o trecho de um a música que eu gosto muito:
"Sim eu quero que luz de Deus que um dia em mim brilhou jamais se esconda e não se afaste de mim o seu fulgor."
Que assim seja!



9 de agosto de 2011

Sou filha do céu





"Existem pessoas que têm o dom de nos roubar, existem pessoas que têm o dom de nos fazer esquecer quem somos, mas existem outras que têm o dom de nos devolver e de nos fazer lembrar quem somos. Este foi o grande poder do olhar de Jesus, o olhar de Jesus atingia e fazia aquela pessoa recordar-se que ela era filha do céu! Um diamante mesmo quando sujo continua sendo diamante, mesmo quando ele está com a aparência de barro e de cascalho, lá dentro a dignidade está preservada: é diamante! E a sua vida é isso, pode ser que em algum momento da sua história você tenha se sentido cascalho, só sentido, porque você não é, você é diamante precioso!”. Padre Fábio de Melo

8 de agosto de 2011

All you need is love






As fotos acima foram feitas no bar Mão Santa, aqui na zona sul de Porto Alegre, excelente lugar, comida ótima e música melhor ainda, curtimos os Sunset Riders, nesta noite tomei o primeiro "pilequinho", não fiquei bêbada, só um pouco mais alegre, foi engraçado.
Na verdade já sou meio louca de cara limpa mesmo, sempre fiz a festa sem beber nada, mas como estou aberta a novas experiências, foi interessante.
Ontem revi o filme "Antes de Partir", com os excelentes Jack Nicholson e Morgan Freeman e fiquei muito emocionada. A primeira vez que assisti, não tinha o câncer ainda no meu currículo. O filme vale a pena, não só pela maravilhosa atuação desta dupla de feras, mas também porque passamos a refletir sobre o que realmente importa nessa vida. No que mesmo devemos investir, e sim podemos escolher como vai ser o nosso "Grand finale", basta todo dia estar preparada para ele, pode ser a qualquer momento, não se iluda! Portanto resolvi deixar picuinhas de lado e ressentimentos também, são perda de tempo.Não dou a mínima se acham isso ou aquilo de mim, estou preocupada muito em viver muito bem ao lado de quem eu mais amo neste mundo, preocupada em fazê-los felizes e muito, é só isso que interessa no final das contas: All you need is love!!!

2 de agosto de 2011

A alegria de ver um filho encaminhado ...



Esse da foto é o Raphael, meu filho mais velho que se forma agora em 10 de setembro. Estamos nos preparativos para a festa de formatura, como ele mesmo disse:
- Esse ano é só coisa boa!!!

29 de julho de 2011

Dois dias de dieta

Sim dois dias de dieta e me sinto super bem, fui dois dias na academia na semana e caminhei um dia na beira da praia. Vamos ver se o fato de eu escrever no blog me compromete ainda mais no cumprimento da dieta e dos exercícios, vamos ver...
Sim porque terei que escrever aqui se bater aquela vontade de comer uma caixa de chocolates, Deus me livre disso. Quero sonhar com alfaces, repolho, tomate, filé de frango, de peixe, hummm que delícia!!!
Força de vontade e logo logo, volto a um peso melhor do que antes, aposentarei os jeans de tamanho impublicável, Se Deus Nosso Senhor quiser, eu sei que ele quer, eu é que tenho que me concentrar e ter muita disciplina.
Mas vou conseguir, sei que vou, me sinto muito motivada, já vejo o meu rosto mais fino, devo ter perdido 100g, kkkk, tudo bem só 100g, mas já é um começo.
O primeiro passo em tudo é o mais difícil, o ano passado, nesta época eu estava ficando careca, agora estou ficando mais magra, que luxo, hein? Que evolução!!!
Vou postar uma foto minha que eu adoro, porque eu estava no meu melhor peso, para me incentivar de chegar lá de novo.
É viram que eu continuo me cobrando muito, né? Mas vou tentar mudar isso também, vou com calma, sei que só coisas boas me esperam.

27 de julho de 2011

Perder peso

Passado o susto é hora de retomar tudo é hora de parar de se lamentar porque estou acima do peso e começar uma força tarefa para perder 10 kg, sim 10 kg, nada fácil, mas nada impossível também.
Depois de tudo que passei, isso vai ser moleza, sim é assim que vou encarar, vai ser muito fácil, perder esse peso.
Pois com a graça de Deus e com muita força de vontade encaro hoje o início dessa nova maratona.
Deveria ter evitado o ganho durante o tratamento, mas a gente fica com vontade de não se privar de nada, sei lá foi um momento que passou e eu vivi do jeito que deu, me considero no lucro, afinal gorda  estou "cheia" de vida, em todos os sentidos, kkk.
Hoje vou postar uma foto atual e daqui a um mês uma nova foto, daqui a três outra foto, até alcançar meu objetivo.
O legal do blog é isso a gente se incentiva, se encoraja e consegue realizar. Sempre escrevi para mim mesma e de novo esse recurso há de me ajudar.
Para quem é da minha turma e já teve ca de mama, vai uma informação a obesidade é um fator de risco importante na recidiva da doença, como decidi que vou fazer o que tiver ao meu alcance para que isso voe para bem longe de mim, hoje início academia, dieta e acompanhamento médico.

21 de julho de 2011

Da série "Poesia numa hora dessas?" A hora é boa a poesia é melhor ainda!




Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já têm a forma do nosso corpo, e esquecer os caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.* (Fernando Pessoa)

19 de julho de 2011

Visual atual

Aos poucos a vida volta ao normal...

Memória de cheiros



As minhas melhores lembranças, não são feitas de imagens, mas sim de cheiros.
São cheiros que às vezes me invadem e me levam para a infância, ou para a adolescência, ou para a idade em que tive os filhos.
No final de semana fui a praia na festa do Peixe em Tramandaí. Sou louca por uma tainha assada na brasa e eu e meu marido fomos dar uma passeada por lá. E foi por lá que fui até a beira do mar e senti aquele cheiro de veraneio, de infância, de tempo dedicado ao prazer, é isso que a praia representa na minha vida.
Fiquei sentada um tempo, sentido aquele cheiro, querendo trazer um pouquinho dele para Porto Alegre, um pouquinho dele para o meu dia a dia.
Com certeza eu moraria na praia, acho que sentir o cheiro do mar todos os dias seria mágico.
Cheiro de leite quente na caneca, alguém esquece?
Ou de lápis de cor novo, borracha e caderno... Ah como eu adorava o início das aulas!
Cheiro de nenê, tem coisa mais gostosa? Sabe que eu até comprei um perfume com esse cheiro de tanto que eu gosto. Lembra o cheiro dos guris quando eram bebezinhos.
Alguns cheiros a gente tenta esquecer, mas eles também entram pelo nariz sem pedir licença e nos trazem as tais lembranças menos agradáveis. Tudo bem faz parte, para reconhecer o que é bom, tenho que conhecer o que é menos satisfatório, senão a gente tende a não valorizar nada.

15 de julho de 2011

Mentiras sinceras me interessam e muito...



Sempre fui uma defensora ferrenha da verdade, acho mesmo que o que adoece é a mentira, a verdade por pior que seja sempre nos mantém saudáveis. Sim eu continuo crendo nisso, porém descobri que muita sinceridade também torna a vida menos feliz. Conclui isso depois que escutei a Cynthia Verri falar sobre o tema "mentiras sinceras me interessam", parafraseando Cazuza, na sua música Maior abandonado, vai o refrão para não deixar dúvidas:
Pequenas porções de ilusão
Mentiras sinceras me interessam
Me interessam...

O exemplo dado pela Cynthia foi ótimo, dá uma olhada lá no blog dela:
boucheville.blogspot.com
Bom, eu quero mesmo é falar das mentiras que me interessavam, ou continuam me interessando.
Sabe quando eu estava fazendo quimioterapia, com aquela cara de doença, de sobrevivente de campo de concentração, eu gostava de acreditar no que me diziam: - Você está linda, super bem mesmo! Mesmo que estivesse me sentindo acabada, aquilo tornava o meu dia bem melhor. Tive várias pessoas que conseguiram com sensibilidade não rir da minha peruca (hoje eu já consigo rir um pouco dela), de quem me dizia que nem se notava que era peruca, enquanto que a gente sabe sim quando é peruca. Quando eu ajeitava o meu sutiã com enchimento e as pessoas diziam tá legal, não esquenta, tá ótimo, só da uma puxadinha aqui, e eu parava de pensar nisso, afinal o que essas pessoas queriam me passar era o seu amor e afeto incondicionais, que não dependia de eu estar com ou sem cabelo, com ou sem mama, eu me sentia muito mais do que isso tudo, sabia que o que valia sempre foi a pessoa que eu era do ponto de vista da minha alma.
Mas pasmem, eu que jamais diria isso para alguém, ouvi as seguintes frases:
-Sabe aquele dia da festa, estava horrível a tua peruca, e eu já estava horrível do ponto de vista emocional, me sentia pior ainda. Porque sim a opinião dos outros é importante e muito!
Outra dia, uma suposta amiga, disse assim:
- Coisa horrível esse sutiã, tá horrível essa tua teta, hein?
Juro que senti vontade de chorar e de gritar, dizendo pelo menos eu tenho uma que está linda e tu que tem as duas pela cintura??? kkkk... Mas mentiras sinceras me agradam e muito e engoli e não respondi, sei lá vai que a pessoa não estava em um dia bom, né? Ela não precisa saber a verdade.
Mas agora passados esses percalços, já aposentei o sutiã de enchimento e a peruca, me resta dar risada de tudo ou tentar pelo menos, afinal mentiras sinceras me interessam...


Recebi esse selinho da Tania e fiquei muito feliz,
Seguem as regras:
1. Exibir a imagem do prêmio;
2. Postar o link do blog que premiou:http://reelaborandoapalavraviver.blogspot.com/
3. Publicar as regras;
4. Indicar blogs para receberem;
5. Avisar os indicados.
Aqui vão os blogs que fazem parte de minha história:
reelaborandoapalavraviver.blogspot.com
comfeeuvou.blogspot.com
diariocancerdemama.blogspot.com
alexandrealana.blogspot.com
dosnossoslimões
matandoocancercomalegria.blogspot.com

11 de julho de 2011

INXS - Beautiful Girl


Essa música é do filme "AMOR E OUTRAS DROGAS", um filme imperdível!!!

9 de julho de 2011

Mais ou menos ...



Hoje está um lindo dia de sol, o frio já não está tão forte, ou eu já me acostumei com ele. Estou em casa curtindo esse dia maravilhoso, pela manhã já fiz a minha caminhada e agora um pouquinho de internet para não perder o hábito.
Daí me deu vontade de escrever sobre algumas coisas que eu vejo acontecer a minha volta e que me intrigam. Por exemplo, relacionamentos de fachada, homens e mulheres que se submetem a ficar em uma relação por tudo, menos por amor, fico impressionada com isso, com essa facilidade de abrir mão da própria felicidade. Não me venham dizer que são felizes, sem amor ninguém é feliz. Sei também que talvez os amores sejam vividos fora do casamento, pode ser um jeito de viver, mas não acredito que leve alguém até muito longe e nem que traga muita felicidade. Felicidade mesmo vem de um amor correspondido, vem de querer estar juntos na hora de dormir e na hora de acordar, aquela saudade que sentimos quando ficamos distantes um do outro, também é boa, melhor ainda quando acontece o reencontro...
Vejo mulheres que poderiam ter homens que beijam os seus pés, vivendo relacionamentos mornos em nome do comodismo, também vejo homens que poderia ser tratados e amados como reis se submetendo a uma vida bem menos amorosa. Vejo pais e mães abrindo mão do seu papel, só para não se incomodar, afinal ter filhos é um "parto" constante que acontece várias vezes durante toda uma vida.
Que loucura que é o ser humano, não dá para entender mesmo.
Quanto a mim, desejo viver sempre com muito amor, muito mesmo, nada de coisas mais ou menos, já disse que isso me incomoda muito, já que tenho vida, quero vida inteira, completa, intensa.
Perfeita?
Claro que não, pois não há nada mais imperfeito que o amor.
É preciso lidar todos os dias com as imperfeições dos nossos amores, sejam quem forem: filhos, maridos, família, todo dia é um desafio continuar amando. É preciso decisão de amar apesar das imperfeições nossas de cada dia. Complicado? Nem tanto.
Afinal não é essa a graça da vida?

3 de julho de 2011

Eu tenho TPM



Hoje eu reli a penúltima postagem e vi que realmente eu também tenho TPM, quanta falta de humor, eu estava braba quando escrevi. Tudo isso porque pela segunda vez após a quimioterapia a menstruação voltou a toda!!! É muito fluxo, e a irritação dos dias anteriores então se justifica.
Que incrível eu jurava que não tinha TPM, mas sou obrigada a me render! Sou também "atentada" com esse comportamento irritadiço e um pouco difícil, nada muito intenso, mas atrapalha um pouco principalmente quem convive comigo.

1 de julho de 2011

Quem tem pena que se "despene"



Eis uma coisa que me irrita: Piedade. Gosto de ser amada e não de que tenham pena de mim, até porque não há motivos para isso, tudo o que passei é da vida, não há nada de tão anormal nisso.
Como eu ouvi de alguém no auge da doença de forma até um pouco cruel: - Tu é forte, aguenta.
É eu aguentei.
Assim como a saúde faz parte da nossa vida, a doença vez ou outra também; de um simples resfriado até um tratamento de câncer, quando estamos doentes, nos sentimos muito frágeis, mas isso não quer dizer que queremos sentimentos de piedade por nós, por favor, já há muitos problemas em jogo, não precisamos lidar com mais um. Geralmente a pena é o medo da pessoa que sente de ficar também doente, então para não "correr o risco" e tentar ter um controle, temos pena. Quando substituímos a pena por amor a dinâmica é outra: o amor é exigente, espera que a pessoa que está doente reaja, então propõe programas, fica junto quieto quando a situação está bem ruim, logo em seguida encoraja, não minimiza, mas também não maximiza. Só para lembrar que com esse frio aqui no Sul, a gripe já matou muita gente também! Claro que irão me dizer que o sofrimento do paciente com uma doença como é o câncer é maior, respondo que não sei, qualquer doença é ruim e sofrimento é uma coisa difícil de mensurar. O que é fato é que quando somos nós os sofredores isso geralmente é maximizado, não para gerar pena, na verdade a nossa dramaticidade serve para exorcizar os demônios que nos assombram e o maior deles é o medo de morrer.

30 de junho de 2011

Palco da vida

Compartilhando Fernando Pessoa


Você pode ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não se esqueça de que sua vida é a maior empresa do mundo. E você pode evitar que ela vá à falência.

Há muitas pessoas que precisam, admiram e torcem por você. Gostaria que você sempre se lembrasse de que ser feliz não é ter um céu sem tempestade, caminhos sem acidentes, trabalhos sem fadigas, relacionamentos sem desilusões.

Ser feliz é encontrar força no perdão, esperança nas batalhas, segurança no palco do medo, amor nos desencontros.

Ser feliz não é apenas valorizar o sorriso, mas refletir sobre a tristeza. Não é apenas comemorar o sucesso, mas aprender lições nos fracassos. Não é apenas ter júbilo nos aplausos, mas encontrar alegria no anonimato.

Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.

Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.

Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.

Ser feliz é deixar viver a criança livre, alegre e simples, que mora dentro de cada um de nós. É ter maturidade para falar "eu errei". É ter ousadia para dizer "me perdoe". É ter sensibilidade para expressar "eu preciso de você”. É ter capacidade de dizer "eu te amo". É ter humildade da receptividade.

Desejo que a vida se torne um canteiro de oportunidades para você ser feliz... E, quando você errar o caminho, recomece, pois assim você descobrirá que ser feliz não é ter uma vida perfeita, mas usar as lágrimas para irrigar a tolerância.

Usar as perdas para refinar a paciência.
Usar as falhas para lapidar o prazer.
Usar os obstáculos para abrir as janelas da inteligência.

Jamais desista de si mesmo.
Jamais desista das pessoas que você ama.
Jamais desista de ser feliz, pois a vida é um espetáculo imperdível, ainda que se apresentem dezenas de fatores a demonstrarem o contrário.

Pedras no caminho? Guardo todas... Um dia vou construir um castelo!

Fernando Pessoa

17 de junho de 2011

Sem lenço e sem documento



Depois de algum tempo sem postar nada hoje me deu vontade de contar minhas últimas aventuras.
Estou super bem, totalmente cicatrizada da reconstrução da mama e satisfeita com o resultado, terei que fazer depois (não sei quando ainda) a simetrização com a outra mama e a colocação do bico. Pois é um dos seios é "caolho", mas mesmo assim estou muito feliz, porque agora tenho volume, estou "turbinada". O dr. Leonardo Dalo, meu cirurgião está também bastante satisfeito com o resultado, realmente o resultado da mama se aproxima a um procedimento de cirurgia plástica de mama e não de uma reconstrução.
Isso me motivou a retomar a academia, também comecei a cuidar de verdade a alimentação e o cuidado da minha saúde. A atividade física e a alimentação são pontos importantes do tratamento. Sim continuo o tratamento por cinco anos, mas essa mudança de hábitos devo ter para o resto da vida.
Estou em "férias" até o final do ano, me dei um tempo para repensar minha vida profissional e o que eu gosto de fazer e aí a surpresa, eu que me acho tão previsível me vejo agora uma metamorfose ambulante, tal qual o Raul Seixas descreveu.Na profissão que eu tinha, tudo me apaixonava, realmente eu tinha uma relação de paixão com o trabalho, e paixão a gente sabe se não dura pouco vira doença e no meu caso virou, não foi o câncer que veio por causa do trabalho, sabemos que as coisas não são tão simples, mas a minha obsessão não era em nada saudável. Hoje vejo que perdi algumas coisas importantes do convívio da minha família e que graças a Deus é possível recomeçar de novo, fazendo diferente desta vez. Tenho o desafio de encarar uma vida mais simples, com menos gastos, o que não é fácil para quem já foi totalmente independente e em alguns momentos foi a maior renda familiar. Mas acredito que Deus provê o que precisamos, sempre foi assim na minha vida. Não estou desistindo de trabalhar apenas estou me dando um tempo com menos obrigações, acho que mereço uma folga, uma vida mais light, uma vez que sempre fui muito comprometida com todas as minhas tarefas independente de serem profissionais ou pessoais, já disse isso aqui, mas acredito mesmo na máxima do Capitão Nascimento: "Missão dada é missão cumprida". Agora estou de folga das "missões", estou curtindo temporariamente esse tempo sem compromisso, quase sem "lenço e sem documento". O QUE ISSO CAUSA NAS PESSOAS? DESCONFIANÇA. Muito engraçado, os filhos chegam e me encontram tricotando, de verdade, fazendo mantas, polainas e perguntam:
- Aí mãe só no tricozinho?
Tenho vontade de rir, mas aguento firme, eles precisam descobrir que é assim mesmo, somos flexíveis e precisamos se-lo, quem não se flexibiliza se quebra. Antes eu era a última a chegar em casa, agora já estou em casa quando chegam. Era muito ocupada, tinha tanto a fazer, não tinha muito tempo para desperdiçar, assuntos: todos muito sérios, falar de novela nem pensar. Descobri que as futilidades também são importantes. Agora... todo o tempo do mundo me pertence, e dentro dele tudo cabe, e isso é muito bom.

10 de junho de 2011

Eduardo e Mônica O filme ( OFICIAL )


Parabéns pelo Dia dos Namorados, linda história para quem viveu a adolescência na década de 80.

27 de maio de 2011

Os tempos



Os tempos em que vivemos...
Há quem diga que o que vale é só o agora, o presente, o hoje, é só o que temos. Concordo.
Mas há quem diga que o passado é o que nos forja, nos habilita a viver melhor o presente. Concordo igualmente.
Há quem diga que é preciso acreditar no futuro para viver bem o presente, sim isso é fundamental.
De fato vivemos entre o passado, o presente e o futuro.
O presente é ação, o agora, a chance de fazermos.
O passado é a soma do que somos, nossas lembranças, vivências e experiências.
O passado pode ser o nosso mestre, ou o nosso algoz.
Tudo depende do como vivemos, o quanto vivemos e o como encaramos tudo que vivemos.
Não ter medo da vida é a chance de termos boas lembranças.
Nutrir o sentimento de esperança no presente ajuda a construir um futuro "minimamente bom".
É preciso nutrir essa confiança de que sempre virão coisas muito melhores, que há muito ainda para viver e amar.
Em qualquer que seja o tempo verbal, precisamos nutri-lo com AMOR.Viver amando não cansa, ao contrário de certa forma nos torna eternos...

21 de maio de 2011

O sol



Depois da tempestade tudo que eu quero são dias de sol...
E assim minha vida vai ganhando dias de sol.
Cada dia mais iluminado que o outro...

16 de maio de 2011

Elvis Presley Suspicious Mind - Tradução - Insensato Coração HD


Da minha trilha sonora...

Pensando...


Hoje faz 20 dias da cirurgia e estou muito bem, tudo indo como o esperado.
Dessa vez me cuidei bem mais, não me expus muito, fiquei mais quietinha em casa e está dando tudo certo.
Estou em casa me recuperando e pensando nas ilusões de controle que tenho.
Estou aos poucos compreendendo que o que o câncer foi algo que veio  porque tinha que vir, fazia parte da minha história, mas eu aproveitei para mudar a minha vida naquilo que eu precisava mudar e fortalecer aquilo que eu já tinha e não dava tanta atenção. Não quero achar que ele foi uma consequência, porque isso leva as pessoas a acharem que eu poderia tê-lo evitado, o que não é verdade. Fato mesmo é que ninguém é tão onipotente assim que pode fazer-se adoecer ou fazer-se curar. Tem um elemento nisso tudo chamado sorte ou plano de Deus, cada um escolhe o nome baseado nas suas crenças pessoais. O momento da descoberta da doença é um pouco isso, se eu esperasse um pouco mais para fazer a mamografia poderia estar vivendo uma história diferente. Acho que eu aprendi e continuo aprendendo muito sobre a minha vida e sobre a importância de realizar exames periódicos.
O câncer de mama é curável em 95 % dos casos, desde que descoberto em tempo hábil. Fazer exames de rotina, preocupar-se com a saúde é uma forma de evitar maiores problemas e ter uma vida mais longa. Claro que não posso negar que questões psicológicas atuam também sobre o nosso corpo, porém não há nada que garanta que podemos produzir sozinhos uma doença ou uma cura. No meu caso quis ficar curada e usei tudo que estava a minha disposição, todos os recursos para me manter emocionalmente e fisicamente bem. Da quimioterapia até as atividades físicas, passando pelas horas de terapia, fiz tudo o que eu achava que me daria qualidade de vida e deu certo. Porém já convivi com quem também tentou de tudo e não conseguiu se manter vivo e vejo nessas pessoas também vitória, porque encararam de frente aquilo que estava acontecendo, acho que cada um pode dar um significado para tudo que está vivendo e um significado positivo, por mais negativo que seja o quadro. Há também quem não queira enfrentar e resolva negar, vivendo até o último minuto sem ver o que está passando, cada um escolhe como quer viver, e não cabe  a ninguém julgar, o que a maioria não consegue  e isso é que deixa o nosso desejo de onipotência e de controle loucos, é escolher como irão morrer. Isso acontece para todos, independe da nossa vontade e escapa do nosso planejamento, sem dúvida alguma morrer não está nos nossos planos.

12 de maio de 2011

Selo Oncoguia

Olá recebi o selo do site Oncoguia. este site contém várias informações importantes para a prevenção e tratamento do câncer.
Sabemos que a informação é um recurso importante do tratamento e diagnóstico do câncer.
Vale lembrar que muitas vezes não podemos prevenir o câncer, mas é possível curá-lo quando diagnosticado precocemente.
Segue o endereço:
www.oncoguia.com.br

11 de maio de 2011

16 dias após a cirurgia

Eu assisti esta semana o programa da Marília Gabriela, entrevistando a atriz Drica Moraes, recém saída de um transplante de medula, gente vale a pena, tudo que ela fala reflete o que passamos diante de uma batalha contra o câncer, se tiverem oportunidade, assistam.
Quero compartilhar também a minha alegria por retirar os drenos, agora é só cuidar uns dias para não movimentar o braço esquerdo para facilitar a drenagem natural do meu corpo, em 45 dias devo retomar todas as minhas atividades.
Agradeço a toda oração e todo pensamento positivo a mim dirigido!!!


7 de maio de 2011

Sobre ser Mãe ...


Amanhã comemoraremos o dia das Mães e eu tenho que dizer aqui o quanto isso "é" na minha vida.
Ser mãe é quase tudo, é aquele sentimento que empurra a gente para não desistir quando tudo parece muito difícil de ser encarado. Ser mãe é a diferença que faz entre ser uma pessoa e ser mãe, é um divisor de águas, Eu vejo como algo que me move, que me impulsiona e que me faz viver, sem exagero nenhum. Aliás o exagero vem no pacote do "ser mãe", somos exageradas em tudo, nos dramas e nas conquistas pessoais de nossos filhos, Somos intensas. Quer ver uma mãe feliz? Elogie seus filhos... Quer ter uma inimiga para o resto da vida? Faça o contrário.
Para mim a maternidade chegou bem cedo, no final da adolescência fui mãe pela primeira vez e depois disso vivi os dias mais felizes da minha vida nessa condição, houveram algumas lágrimas é verdade, mas nada comparado a alegria que sempre tive. Uma alegria grande: a amamentação, eu louvo a Deus porque pude experimentar isso na minha vida por três vezes e de forma intensa.
Sou uma sortuda, só tenho que agradecer a Deus pelos meus queridos: Raphael, Fellipe e Gustavo, é para vocês que eu quero dizer:
- Saibam queridos que eu os amo muito, muito mesmo e que vocês são aquilo que há de melhor na minha vida.
Obrigada pelo simples fato de existirem!!!

6 de maio de 2011

Sobre a aventura de viver


Viver é uma aventura linda da qual não temos controle algum. Temos a ilusão de tentar controlar o que acontece a nossa volta, triste essa ilusão, não controlamos nada... nadinha mesmo.
Por isso quando comecei a escrever esse post, pensei em colocar o quando estou decidida a seguir em frente, a não adoecer de novo, a recomeçar, agora que aos poucos as coisas estão retornando a normalidade e vi que sobre isso não tenho controle algum.
Posso apenas escolher como enfrentar cada situação da minha vida, então hoje, eu escolho a fé, a esperança e o amor, como busca constante da minha vida, sem essas três coisas, acredito que eu não poderia ser feliz!!!
Me sinto pendurada na corda, mas não há desespero, há confiança no amor de Deus.


5 de maio de 2011

Sobre o amor ...



Nada de flores, nada de cartões, o bom mesmo é ver o nosso amor cuidando da gente;
romântico mesmo é esvaziar os drenos...
Esse amor assim para o que der e vier, amor comprometido, interessado, é tudo!!!

4 de maio de 2011

Só coisas boas

A cirurgia foi difícil, o pós operatório é dolorido, mas estou feliz, estou começando a ressurgir aos poucos, depois de uma semana com remédios muito fortes.
Sinto que daqui para frente só virão coisas boas, dá vontade de cantar:
"Tristeza, por favor vá embora..."
Foi.
Agora só alegria, só coisa boa

26 de abril de 2011

Reconstrução



Com um friozinho na barriga, mas com muita fé encaro hoje a cirurgia de reconstrução da minha mama, será às 15:30 no Hospital Dom vicente Scherer,rezem por mim!
Deus na sua infinita misericórdia nos lançou meios para que possamos apesar de todo o sofrimento sentido virarmos a página e recomeçar a nossa história. 
Neste recomeço levamos a bagagem dos aprendizados sofridos que nos fazem mais experientes e muito mais ricos de humanidade. Podemos enfim deixar para trás o velho e abraçar o novo. Tudo novo de novo.
O novo dá medo, gera insegurança, temos que reaprender a viver novamente, uma nova realidade, a covardia quer nos convencer que melhor seria deixar tudo como está, para que mexer no que não está te incomodando?
É preciso querer se incomodar para mudar, é preciso muita coragem, muito amor por si, pois Clarice Lispector já disse: "Só o que está morto não muda".
Toda mudança gera desconforto, mesmo quando é para melhor. Lembro-me bem dos primeiros anos de casada, nos mudamos 7 vezes antes de irmos finalmente para nossa casa e quando fomos, eu senti um misto de felicidade e nostalgia, felicidade porque enfim havíamos conquistado a nossa casa, nostalgia porque em cada casa que passávamos deixávamos um pouquinho das nossa vidas, nossas alegrias, nossas dificuldades, nosso amor; nestas mudanças estávamos caminhando sempre para um espaço melhor, como entender o saudosismo? Era saudade do que já tínhamos vivido.
Tem um programa de tv que se chama perder para ganhar, é um programa voltado para pessoas obesas que precisam perder peso para ganhar saúde. Fico pensando neste título e no quanto ele é inteligente, pois no jogo da vida a dinâmica se dá no ganha e perde, perde e ganha, de forma cíclica e quase lúdica. O fato é que quase nunca nos focamos no que iremos ganhar e ficamos atrelados a perda, desta forma deixamos o jogo passar...
Eu penso que viver é correr e administrar riscos, uns maiores, outros menores, mas tudo sem dúvida alguma nos fará crescer.

19 de abril de 2011

O que a cruz me ensina ...



Páscoa
Morte e Ressureição - "Eu vim para que todos tenham vida."

Estamos na semana santa e para os cristãos é uma semana de muita meditação.
Meditar a paixão de Cristo, sua morte e sua ressurreição, olhar para a vitória da cruz, sem medo.
O que será que Jesus quer me dizer quando está na cruz?
O que será que Jesus me ensina quando ressuscita?
São indagações deste momento, deste tempo santo.
A mim Jesus ensina o valor do Amor, o amor que a tudo vence inclusive a morte.
Me ensina que “cruzes” fazem parte da minha vida e é preciso carregá-las.
Me ensina que todo o sofrimento que posso sentir pode ser amparado e entendido pela sua presença sobrenatural na minha vida.
Me ensina que é possível ressuscitar para o amor e morrer para os desafetos, as mágoas, as palavras proferidas sem pensar.
Me ensina que para amar de verdade os outros é preciso querer esquecer o mal e só me lembrar do bem que me foi feito.
Me ensina que uma vida feliz é possível agora neste mundo e que o céu começa aqui.
Me ensina que julgar faz sofrer tanto e quanto a quem se julga.
Me ensina que é preciso amar a cada um como se fosse a última vez que o vemos, pode ser que seja mesmo.
Me ensina que perdoar é divino, mas desejar o perdão pode ser humano.
Me ensina que palavras são armas poderosas capazes de fazer o máximo de bem e o máximo do mal.
Me ensina que todos são bons e dignos de amor, basta que acreditemos sinceramente nisso.
Me ensina que a vida é um segundo, passa rápido e viver é uma dádiva da qual devemos agradecer constantemente.
Me ensina que dois mil anos passam em um piscar de olhos, o que sobra para 80 anos? 
Então eu vejo que o lance é ser feliz no tempo que me cabe, seja ele qual for.
Um abraço com carinho e um desejo de uma Feliz e abençoada Páscoa,