Selinho

Selinho

27 de outubro de 2010

DIVIDIR, AMAR, SONHAR ...


Dividir a dor é o que me ocorre, dividir o sofrimento, as incertezas. dividir a cama, a dor de madrugada, o choro que invade o peito e a falta de ar que paralisa.
Dividir tudo com quem se ama, com quem torce por mim. Dividir aquilo que não precisávamos passar, mas se torna inevitável, dividir a vontade de mandar tudo e alguns para bem longe...
Amar o verbo mais importante; é o que nos dá força, é o que nos faz levantar pela manhã e acreditar que tudo dará certo, muito certo. O amor é a cura, amar o único remédio eficaz.
Neste momento me sinto amada, além de amar muito, todos vocês que estão me acompanhando fisicamente ou espiritualmente, em pensamento, que me escrevem, me incentivam, me abraçam, me cuidam, choram comigo, rezam por mim, amo muito vocês, muito mesmo, sinto que às vezes o amor transborda...
Sonhar que uma hora vou me acordar e isso tudo não passará de um pesadelo ...
Sonhar com um mundo mais acolhedor, com pessoas mais sensíveis, sim porque há quem me levante, mas há também quem tente me derrubar e sonho em aceitar isso com mansidão de coração.
Afinal de contas eu estou vivendo, eu continuo sonhando, eu continuo amando, e isso gera estranhamento em alguns poucos, que pensam que quem adoece deve desistir de ser feliz e se entregar a depressão.
Sofro mas não me entrego!
Deus é a minha força, minha família e amigos são as minhas fortalezas preciosas.
Sonho muito, mas realizo hoje só hoje o sonho de ser feliz, só tenho esse momento, esse dia, essa hora e sonho com a música da banda Legião Urbana: Índios, segue a letra:

Quem me dera
Ao menos uma vez
Ter de volta todo o ouro
Que entreguei a quem
Conseguiu me convencer
Que era prova de amizade
Se alguém levasse embora
Até o que eu não tinha
Quem me dera
Ao menos uma vez
Esquecer que acreditei
Que era por brincadeira
Que se cortava sempre
Um pano-de-chão
De linho nobre e pura seda
Quem me dera
Ao menos uma vez
Explicar o que ninguém
Consegue entender
Que o que aconteceu
Ainda está por vir
E o futuro não é mais
Como era antigamente.
Quem me dera
Ao menos uma vez
Provar que quem tem mais
Do que precisa ter
Quase sempre se convence
Que não tem o bastante
Fala demais
Por não ter nada a dizer.
Quem me dera
Ao menos uma vez
Que o mais simples fosse visto
Como o mais importante
Mas nos deram espelhos
E vimos um mundo doente.
Quem me dera
Ao menos uma vez
Entender como um só Deus
Ao mesmo tempo é três
Esse mesmo Deus
Foi morto por vocês
Sua maldade, então
Deixaram Deus tão triste.
Eu quis o perigo
E até sangrei sozinho
Entenda!
Assim pude trazer
Você de volta pra mim
Quando descobri
Que é sempre só você
Que me entende
Do iní cio ao fim.
E é só você que tem
A cura do meu vício
De insistir nessa saudade
Que eu sinto
De tudo que eu ainda não vi.
Quem me dera
Ao menos uma vez
Acreditar por um instante
Em tudo que existe
E acreditar
Que o mundo é perfeito
Que todas as pessoas
São felizes...
Quem me dera
Ao menos uma vez
Fazer com que o mundo
Saiba que seu nome
Está em tudo e mesmo assim
Ninguém lhe diz
Ao menos, obrigado.
Quem me dera
Ao menos uma vez
Como a mais bela tribo
Dos mais belos índios
Não ser atacado
Por ser inocente.
Eu quis o perigo
E até sangrei sozinho
Entenda!
Assim pude trazer
Você de volta pra mim
Quando descobri
Que é sempre só você
Que me entende
Do início ao fim.
E é só você que tem
A cura pro meu vício
De insistir nessa saudade
Que eu sinto
De tudo que eu ainda não vi.
Nos deram espelhos
E vimos um mundo doente
Tentei chorar e não consegui.

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