Selinho

Selinho

10 de agosto de 2010

E lá se vão os cabelos...Parte 2

Ontem raspei geral a minha cabeça, pois a queda estava muito grande, hoje estou careca, de peruca claro, porque a minha vaidade ainda é grande, mas há de diminuir...
Com os cabelos foram embora outras coisas; realmente há um desapego, em relação a este corpo, totalmente mortal em que vivo. Percebo coisas bem mais importantes, tenho um rosto bonito, mesmo careca. Percebo que a beleza está onde quisermos olhar. Vou me fotografar e postar no blog em seguida.
Mas o que aconteceu mesmo, foi uma grande metamorfose interna, colocar peruca, também não é fácil, sair na rua, pensando que todos irão notar, que vão rir...Achei que era assim que me sentiria, porém foi ao contrário, botei peruca, comprei uma boina estilosa, coloquei por cima da peruca e sai na rua me sentindo bem, talvez pela primeira vez na vida, sem me importar com o que os "outros" pensam de mim. Foi um divórcio de mim mesma e do modo como pensava algumas coisas e isso vem acontecendo no dia a dia. Lya Luft, já escreveu muito sobre essa entidade concreta chamada "os outros" e sobre a ditadura que sofremos em nome da opinião alheia.
Querem saber? É bom estar livre de julgamentos... Mas esta é uma carta de alforria, que só nós podemos nos dar, não cabe a ninguém, eu estou livre porque decidi, que de agora em diante eu me gosto e pronto.
É a auto estima que liberta!
Tem um filme da Pixar, um curta metragem, chamado Pular, que mostra bem o sentimento inicial, que temos quando passamos por uma "tosa". Vou postar aqui no blog, para que vocês tenham idéia do que senti e como estou. Tem uma frase bem importante do filme: "às vezes por cima, às vezes por baixo"; a conclusão é que o nosso valor não está medido por estes momentos e sim por quanto nos mantemos equlibrados, frente as duas situações. Já passei várias vezes pelas duas e no final a gente sabe como termina, né?
Ninguém termina diferente, nisto somos todos iguais, todos humanos, diferente pode ser nossa atitude.
Eu escolhi ser autora desta aventura, ao invés de personagem ou vítima das circunstâncias, não tenho vocação para mártir e não vou aumentar o sofrimento da minha família com atitudes de auto comiseração. Peço ajuda, peço colo, choro, mas isso dura pouco, pois em seguida temos o que fazer e algo a comemorar
e motivos para agradecer.
Há graça na desgraça, podem acreditar.

Sou forte e como dizia Nietzsche: "O que não provoca minha morte faz com que eu fique mais forte."

Nenhum comentário:

Postar um comentário