Selinho

Selinho

20 de agosto de 2010

Ainda Almodóvar

Ontem me dei conta do que me encanta nos filmes de Almodóvar: descobri um pouco de mim em cada uma das personagens, principalmente aos do filme Tudo sobre minha mãe, que no meu entendimento, é um filme completo do ponto de vista das realidades humanas.
Sou um pouco Manuela, que é a grande mãe do filme, quando cuido dos meus filhos, das crianças e das pessoas idosas que são as que mais prezo.
Sou um pouco Agrado o travesti que faz de tudo para ser "autêntica".
Sou um pouco irmã Rosa, quando a minha fé entra em contradição com aquilo que faço.
Essas personagens tem muito em comum com a maioria das mulheres, o que as une é o amor com que movem suas vidas.
Os erros que cometem são em nome do amor, que é o que elas tem de sobra.
Descobri também que por vezes surgem "Manuelas", nas nossas vidas, são mulheres que fazem o papel de nossas mães, mesmo tendo a mesma idade que nós temos. Mas de forma muito intensa. Na minha vida além da minha mãe,  e da minha avó que já fizeram muito este papel, tenho tido muitas Manuelas, cada uma cuidando de algo que preciso, mas destaco a minha comadre Magali, que nasceu com o dom de ser "Manuela" e neste momento de cuidados especiais que tenho precisado tem sido incansável.
Isso mostra que as mulheres tem o dom de cuidar uma das outras, ao contrário do que dizem por aí, quando nos juntamos somos invencíveis.
Quero deixar registrado o meu carinho especial a todas as minhas amigas mulheres que fazem tudo que podem para tornar a minha vida mais leve, neste momento.

Um comentário:

  1. ... é sempre nestes momentos que surgem borboletas. Através do teu casulo, muitas outras metamorfoses estão surgindo. É a benção da corrente do bem!

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