Selinho

Selinho

9 de julho de 2010

Quase cicatrizada

Esta semana tirei os pontos e aos poucos estou avançando no meu processo de cura. Na semana que vem devo consultar o oncologista e começa a segunda fase do tratamento. Com a quimioterapia vem outra poda: a perda dos cabelos, sei que não vai ser muito fácil, mas já vivi coisas piores e cabelo cresce. 
Estou emocionalmente bem, embora esteja com a minha avó no hospital, ela tem 88 anos e não posso querer controlar o momento que ela está vivendo. Torço para que ela se recupere logo, mas sei que tenho que aproveitá-la ao máximo sem pensar no amanhã. 
Na verdade é preciso mesmo amar as pessoas como não houvesse amanhã, como diz a música, cada vez mais me convenço disso, não dá para deixar nada para amanhã.
Sabe aquele abraço nos filhos, não vou deixar para amanhã.
Sabe aquele pedido de desculpas, não deixarei para amanhã.
Dizer eu te amo, vou dizer agora...
Dar e pedir perdão é muito difícil, então, para não deixar para amanhã, peço ajuda a Deus, porque sem ele, não há condições, só ele pode me ajudar nessa tarefa.
Aliás o perdão é um ato de vontade que ainda fica doendo no peito, sei que se quero perdoar, Deus me ajuda, e eu perdoo; porém lá no fundinho do meu coração fica aquele "gosto de cabo de guarda chuva molhado" e demora um pouco para secar, mas um dia seca. 
É quase uma cicatriz e neste processo, talvez eu tenha que cicatrizar também o coração.

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