Selinho

Selinho

28 de julho de 2010

O início - aprendendo a viver o ócio

Neste novo mundo que estou vivendo, tem bastante tempo livre e muita dificuldade para lidar com o ócio. Não tenho mais a desculpa de não poder fazer as coisas por falta de tempo. Então é hora de assumir as minhas prioridades.

Tenho algumas bem urgentes, tipo fazer atividade física, uma coisa que sempre encontrei várias "desculpas" para não realizar, porém agora é indispensável.

Comecei hoje a fazer um trabalho com uma amiga, professora de educação física, que tem um espaço bem individualizado e pode atender as minhas necessidades do momento.

É incrível o efeito que já teve no meu dia, fiz coco sem esforço (rsrsrs), me sinto bem melhor, tirei uma soneca depois do almoço e me sinto muito bem hoje, realmente um pouco de endorfina faz muita diferença.

Agora tenho que escolher o meu dia e não simplesmente me deixar levar por uma rotina estafante, onde parar para pensar, nem pensar. Neste sentido a doença pode ser uma benção e uma oportunidade de levar uma vida mais perto daquilo que realmente é essencial e consequentemente uma vida muito mais feliz.

Também há bastante tempo, no meu dia, em que não faço absolutamente nada e não tenho vontade de fazer absolutamente nada, nem mesmo aquela arrumação nos armários tão esperada e que eu nunca tinha tempo para fazê-la. Não tenho vontade de fazer nada útil, produtivo, somente tenho vontade de fazer o que nunca fiz. Pensei em fazer algum curso, mas há o risco de sair de casa e no meu caso, preciso ainda de resguardo. Se fosse possível seria algum tipo de artesanato, alguma coisa bem tipo terapia ocupacional.

A única coisa útil que faço é pensar, pensar muito...

Pensar nesse novo tempo...

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