Selinho

Selinho

14 de junho de 2010

Presença


Eis algo que aprendi: quando estamos em um momento difícil, tudo de que precisamos é de uma presença física, acolhedora e afetiva.
Julgamentos não ajudam e não são absolutos, é tão fácil julgar o que não se está vivendo ou acompanhando.
Julgar os médicos, os procedimentos, não fará a mínima diferença, pois cada pessoa tem um organismo único que reage de uma forma para cada situação.
Inúmeras cirurgias são realizadas diariamente com retirada do seio e colocação de prótese, a maioria, não forma seroma e cicatriza rapidamente, a minha está um pouco mais complicada, mas também foi um sucesso.
Creio que às vezes nas conversas estão torcendo para o "jacaré" e não para a minha recuperação. O "jacaré" seria aquilo que cremos que vai dar errado pois não acreditávamos que tudo poderia sair tão bem. (Como assim com câncer e melhor do que era?)
Como já disse antes parece que quando digo que estou mal, as pessoas se sentem aliviadas, será possível torcer para o sofrimento?
Nesta hora o que eu preciso é de muita oração de muitas pessoas dizendo que vai dar certo e de que enfim , que concordam comigo, porque eu não me entrego a tristeza, mesmo que ela apareça, vez ou outra.
Que fiz a minha parte do ponto de vista físico com trinta dias em casa, em repouso e que que bom que estou cuidando da mente, continuando a celebrar momentos importantes, viajando, vivendo enfim, pois, se a vida esta aí, a minha disposição, vou vivê-la da melhor forma possível.
Não estou sentenciada e mesmo que estivesse, viveria até a última gota de vida que Deus me permitisse.
Se as coisas  estão mais lentas, não podemos fazer nada, só nos cabe ter paciência e esperar, porque há um fim para tudo.
Podemos oferecer o colo, o afago, o sorriso, a piada, a declaração de amor...
Meu marido tem sido incansável, meus filhos também, não falamos da doença, ela já não vive conosco.
O que vive é uma ferida que está custando a cicatrizar.
O câncer já foi embora e não há motivos para se entregar a depressão por causa dele.
A ferida é o que hoje me deprime; mas sei que toda ferida cicatriza e a minha também vai cicatrizar.
Já percorri a internet a procura de explicações, porém não consegui nenhuma.
A mais plausível que me ocorre é a aceitação de um tempo que não depende mais de mim, e sim do meu corpo, de minhas enzimas, meus vasos sanguíneos e espero que eles sejam como eu incansáveis e que trabalhem dia e noite para que a cicatrização finalmente ocorra!

Um comentário:

  1. OI LU!!!!!
    É ISSO MESMO,ACHO QUE VOCE ESTA CERTA,CURTE A VIDA COMO VOCE ACHA QUE DEVE SER,FALARRRRRR,AS PESSOAS FALAM, O DIFICIL É INTENDER O QUE PASSA DENTRO DE VOÇE.
    ESTA INDO MUITO BEM E TUDO VAI DAR CERTO NEM SE PREUCURA,POIS A FORÇA SEMPRE ESTEVE DENTRO DE TI....MULHER GUERREIRA!!!!!!
    É COMO VOÇE FALOU AS VEZES PARECE QUE O QUE DA IBOP É A TRISTEZA!!!!!!!MASS ESQUECI ISSO, E VIVA,VIVA COMO E DO JEITO QUE QUISER DO JEITO QUE TE FAZ BEM E FELIZ!!!!!!
    VAI DAR TUDO CERTO CONFIA EM DEUS ELE NAO NOS DEIXA NUNCA!!!!!!
    UM BEIJO VOU CONTINUAR TE ACOMPANHANDO NO BLOG, ATÉ CONSEGUIR TE VISITAR E TE DAR UM BEIJO ENORME!!!!FICA COM DEUS

    ANGELICA

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