Selinho

Selinho

23 de junho de 2010

Enfim desprendida...


Ontem fiz outro procedimento cirúrgico para terminar com o martírio de tentar a cicatrização da prótese de silicone no meu seio que tinha câncer.
Eis como estou agora: um seio lindo siliconado, perfeito e um vazio ao lado, esperando o momento de nascer de novo.
Como creio que para tudo na vida há um propósito, quem sabe esse novo seio precise ser "gestado", por mais tempo, 9 meses, 1 ano, 6 meses, sei lá, não sou eu que vou decidir isso.
Me sinto bem por enquanto, ainda não vi o corte da cirurgia, cheguei hoje do hospital toda enfaixada, não sai ainda, para saber se terei ou não vergonha deste vazio. O que é fato é que me desprendi totalmente da preocupação de manter algo que não queria ser mantido no meu corpo.
Também é fato que sou exclusiva em algumas situações, pois a perda dessa prótese foi algo "bizarro" e inacreditável e é por isso mesmo que não vou dizer aqui como foi, ninguém acreditaria...
Em contrapartida de tão rara é a tal situação que passei a jogar na Mega Sena, vai que essa exclusividade se manifeste? Fico rica de uma hora para outra.
 De novo pego as palavras da minha querida Adélia Prado: me sinto a cada dia mais rica em humanidade. É um momento de muito choro, muita alegria, muito amor, muita dor, tudo ao mesmo tempo e quase sem "intervalos comerciais".
Agradeço a todos que tem rezado para que eu tenha a força necessária para superar os desafios que a cada dia se colocam na minha vida.

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