Selinho

Selinho

7 de junho de 2010

CHORO

Ontem tive a primeira crise de choro, aquelas de soluçar mesmo, já chorei antes pela situação, mas não como  dessa vez.
Terminei de escrever sobre a paciência e parecia que tinha elaborado bem a questão, mas de repente, elas vieram a tona e explodiram na minha face como se fossem uma bomba, não conseguia parar de chorar, chorava por tudo e por nada ao mesmo tempo.
Fiquei menstruada com uma cólica do cão, o que é bem normal no meu caso, mas fiquei muito deprimida, será que neste mês eu não poderia ter sido poupada da cólica menstrual?
Chorava porque sangrava por baixo e chorava porque meu seio vazava o tal líquido.
Tinha que ser por cima e por baixo?
Mas aí tentei reagir, fiz uns exercícios de respiração, me acomodei bem perto do Marcelo, que tentava me consolar e fui me acalmando aos poucos.
Ainda estou assim meio "down", mas acho que é bem normal, faz parte do processo de transformação esta dor que às vezes nos invade sem pedir licença e fica lá até quando acha que já conseguiu nos ensinar algo.
A minha ainda está sentada no sofá da sala, mas não por muito tempo.
Não tenho vocação para depressão, vou dar um jeito de mandá-la embora ligeirinho.
Se for preciso vou até gritar para ela sumir do mapa e ficar um tempo mais afastada.
Mas ela volta, a gente sabe que volta.
Porém já estarei mais forte, já vai ter passado a menstruação, já terei liquidado com o seroma e ela não vai me pegar tão forte.
Vou chorar muito ainda, mas as lágrimas existem, para o coração não explodir, Deus nos fez perfeitos até nisso.
Vou ter que vazar também pelos olhos...
Paciência de novo.
Confiança,
Fé.

Um comentário:

  1. Comecei de cima, vim descendo até aqui... impressionante a riqueza de sentimentos que aqui vi libertos, despojados quase de 'si' - como se de espectador se tratasse em observação de causa própria - é assim mesmo a vida - um jogo que é preciso jogar até ao fim... sem saber quando chegamos ao cheque-mate, mas que mesmo assim não pára, até que todas as peças saiam do palco em que resolvemos actuar.

    Até que o pano caia continuamos todos em cena.

    Agradeço do coração tão generosa partilha de vida.

    Um grande abraço, Lu.

    De outra Lu,

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