Selinho

Selinho

24 de maio de 2010

Sobre a Dor

Às vezes precisamos das palavras contidas na poesia para expressar o que estamos sentindo no momento, hoje pego emprestado os verso de Adélia Prado, grande poeta: 
"Dor não tem nada haver com amargura. Acho que tudo que acontece é feito pra gente aprender cada vez mais, é pra ensinar a gente a viver. Desdobrável. Cada dia mais rica de humanidade."
É assim que me sinto hoje: mais rica de humanidade, mais autêntica, usando menos máscaras, mais perto de mim mesma, das coisas e das pessoas que eu gosto. Não quero ser amarga, mas quero o direito de de vez em quando poder transbordar as minhas lágrimas sem julgamentos alheios, aliás, agora estou centrada em mim mesma, buscando um equilíbrio que me leve a viver cada minuto com calma e talvez pela primeira vez em 41 anos, olhando primeiro para mim. É um aprendizado a cada dia. Esses dias fui em um salão de beleza, ver uma peruca, para quando iniciar a quimioterapia e perder os meus cabelos, e a pessoa que me atendeu me disse a seguinte frase: "Calma não abra o telegrama antes da hora". Achei de uma sabedoria incrível, viver o momento em outras palavras. Durante muito tempo meu lema foi "CARPE DIEM", que significa "Colha o dia", tenho tentando colher o dia, um por vez, cada dia fazendo um balanço, meditando, mas principalmente vivendo, com uma grande sede.







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