Selinho

Selinho

10 de maio de 2010

Mãe


Ser mãe, que coisa mais maravilhosa e complicada.
Não existe nenhuma experiência maior na minha vida do que a experiência de ter gerado meus três filhos.
Fui uma mãe que adorava estar grávida, mesmo com 30 kg a mais, me sentia linda.
Quando eu estava grávida me sentia plena e muito feliz.
Adorei cada momento, mas alguns foram muito marcantes.
Como por exemplo: ouvir os batimentos cardíacos, ver os movimentos na ecografia, tomar consciência que tinha algo vivo dentro de mim e que este "algo" dependia exclusivamente do que o meu corpo fornecia.
Depois o momento dos primeiros movimentos, aquelas ondas de pés que se formam na barriga, ficava deitada, simplesmente sentindo os movimentos.
Fui silenciosa durante a gravidez, confesso que eu não era uma mãe que conversava com os guris dentro da barriga; eu simplesmente comunicava pelo meu afago e pelo meu estado de ânimo. As minhas gestações foram tranquilas, tive infecção urinária em duas, mas tudo dentro do controle, pressão sempre normal.
Alguns dias sentia mais sensibilidade, mas não sei se tinha a ver com a gravidez, sempre fui muito chorona mesmo, choro até em propaganda de margarina.
Fiz o primeiro enxoval, o do Raphael, todas a mão. do Fellipe fiz duas roupinhas, e do Gustavo a vida era diferente, não consegui fazer nenhum sapatinho...
Mesmo assim adorei cada gestação cada uma a seu jeito.
Sempre soube que seriam homens, intuição feminina, meu marido ansioso por uma menina e eu dizia é outro guri.
Ser mãe de meninos é muito bom!
Somos o primeiro amor deles e temos que ter muito cuidado com isso, pois de certa forma determinará as escolhas amorosas na adolescência e vida adulta.
A fase da amamentação eu reconheço que é a mais difícil, dói muito, ficamos "presas" à vontade e fome deles, mas não há nada maior que o olhar de um filho na hora da amamentação, é algo divino. Amamentei os três, dois até os dois anos e um até um ano de idade.
Por isso sempre amei meus seios que nutriram por muito tempo fisicamente e emocionalmente meus filhos; foi a amamentação que ajudou a construir o laço afetivo que temos hoje.
Hoje tenho um adolescente e dois adultos e sou uma mãe muito "coruja".
Meus filhos são especiais (toda mãe acha isso rsrsrs), são estudiosos, sabem o que querem da vida, posicionados na medida certa.
Não é um mérito meu , ou não totalmente, sei que em muitos momentos errei tentando acertar.
Meu marido sempre teve consciência de que éramos responsáveis por aquelas "vidinhas".
Com eles aprendi o significado do amor incondicional, da paciência, da tolerância, da esperança.
Esperança que tudo dê certo.
Que eles possam se divertir e retornar são e salvos para casa.
Com eles e por eles sei que viverei até os verem totalmente encaminhados na vida, quero ver cada formatura,
tenho dois universitários e um no ensino médio.
Educação aqui em casa sempre foi um prazer levado a sério.
Obrigada por serem maravilhosos e estarem comigo me aguentando nestes tempos...

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